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Tipos de Parto: Normal e Cesariana, Escolha o Seu!

A confirmação de uma gravidez é um momento de imensa alegria, porém ao longo da gestação uma série de decisões devem ser tomadas antes da chegada do bebê. Além das mudanças de hábitos e rotina já esperadas nesta fase, uma das maiores dúvidas é quanto à escolha dos tipos de parto.

Como esse período de gravidez é carregado de expectativas, é muito comum surgirem dúvidas ao longo do caminho. Porém, uma das decisões mais importantes é em relação ao nascimento. Afinal, todos esperam que tudo ocorra de forma tranquila nessa hora, garantindo o bem estar da mãe e da criança.

Embora seja possível fazer um bom plano de parto e planejar direitinho todas as etapas durante o pré-natal na gravidez, ainda assim a natureza pode agir sem que tenhamos controle da situação. Por isso, além de escolher o tipo de parto, é preciso manter a mente aberta e estar preparado para tudo.

À bem da verdade, existem apenas dois tipos de parto, o vaginal e o cirúrgico, com algumas variações em como trazer o bebê ao mundo por meio deles. São essas muitas variações que acabam deixando a gestante confusa.

Como por exemplo, natural, normal ou cesárea, em casa na banheira ou no hospital, de cócoras, com ou sem a participação efetiva do pai, entre outras opções.

Apesar da cesariana ser o mais comum no Brasil, todas essas outras opções podem ou não estar disponíveis à mãe da criança na hora do nascimento. Isso porque tudo vai depender de uma série de fatores, como a saúde e idade da mãe, não apenas o desejo dos pais.

O mais importante é a decisão seja tomada de forma consciente e que se tenha um segundo plano, caso seja necessária uma mudança. Além disso, o parto deve ser uma experiência gratificante para a gestante, pois é um direito dela poder escolher a forma mais adequada de dar à luz.

Veja abaixo os principais tipos de parto, suas indicações, vantagens e desvantagens, para que você possa fazer a melhor escolha!

Quais os tipos de parto disponíveis?

Essencialmente, a escolha do parto vai oscilar entre duas opções, pois existem apenas dois tipos de parto: o parto cirúrgico, também conhecido por cesárea ou cesariana; e o parto vaginal, também chamado de normal ou natural.

No entanto, o que confunde muito as gestantes na hora de tomar essa decisão, são as diversas formas que se pode trazer o bebê ao mundo dentro dessas duas opções.

Como por exemplo, as possibilidades de se ter uma parto cirúrgico, porém humanizado; um parto vaginal cirúrgico com algumas intervenções médicas (anestesia, aplicação de ocitocina para induzir contrações uterinas, episiotomia); ou vaginal natural, sem quase nenhuma intervenção.

Os tipos de parto também podem variar quanto às posições, como deitada, de cócoras, ou utilizando uma cadeira de parto. Além de poder também de ser realizado na água, em uma banheira apropriada, em maternidades, em casas de parto ou no próprio domicílio.

Mas, independente do tipo de parto escolhido, para que a experiência seja positiva, é essencial que a opinião e a vontade da mãe sejam acolhidas e respeitadas em todas as etapas, mesmo diante de imprevistos.

Cada tipo de parto tem seus benefícios e desvantagens e pode ser mais ou menos adequado de acordo com as preferências da família e o desenvolvimento do bebê. Para fazer a melhor escolha, converse com seu obstetra e exponha todos os seus medos, desejos e pontos de vista em relação à este momento.

O tipo de parto deve ser escolhido baseando-se principalmente na saúde da gestante. Veja a seguir os principais tipos de parto e suas característcas:

1. Parto Cesárea ou Cesariana

Dentre todos os tipos de parto, a cesariana é a mais popular.
Dentre todos os tipos de parto, a cesariana é a mais popular.

É um tipo de parto cirúrgico em que o bebê é extraído por um corte profundo no tecido epitelial até o muscular do abdômen, na região do ventre e útero da mãe. Idealmente, ela é recomendada sob risco materno ou fetal, podendo ser planejada (eletiva) ou de emergência.

A cesárea planejada ocorre por vontade própria em data determinada pelo médico ou na presença de alguma condição de saúde, como hipertensão, idade avançada, segunda gravidez após já ter realizado uma cesárea ou gestação de múltiplos (gêmeos ou mais), que aumenta significativamente o risco do parto normal ou prematuro.

Já a cesárea de emergência é mandatória e ocorre durante algum imprevisto durante o parto normal que coloca em risco a saúde do bebê e/ou da mãe, como descolamento da placenta e prolapso do cordão umbilical.

Por ser uma intevenção cirúrgica, requer anestesia e equipe médica. Mas, apesar de estar anestesiada por peridural e não sentir dor, a cirurgia permite que a gestante fique acordada e acompanhe o nascimento do filho.

Benefícios

  • Em intercorrência de parto normal, é a melhor indicação;
  • Salvam vidas no caso de riscos à saúde da mãe e bebê;
  • Procedimento rápido e com hora marcada;
  • Pode-se determinar uma data para o nascimento;
  • É um tipo de parto mais cômodo.

Desvantagens

  • Recuperação da mãe é mais lenta (15 dias para se recuperar, 30 a 40 dias para cicatrizar os tecidos e liberar as atividades cotidianas, 6 meses para a cicatrização completa);
  • Há maior risco de abertura da cicatriz, infecção e hemorragia;
  • Deixa cicatriz que pode provocar dor e demora pra cicatrizar, caso a mulher já tenha feito mais de uma cesárea;
  • Aumenta-se o risco de ruptura uterina;
  • Maior chance de gravidez ectópica no futuro;
  • Maior risco de apresentar alergias e problemas respiratórios nos bebês.

Atenção: No Brasil, a cesárea têm sido escolhida por médicos e gestantes mais por comodidade do que por necessidade, a ponto de o Ministério da Saúde criar uma campanha para evitar esse tipo de parto, quando desnecessários.

Leia mais: 7 Meses de Gestação – O que você precisa saber?

2. Parto Vaginal ou Normal

Dos tipos de parto, o parto vaginal ou normal é o mais indicado.
Dos tipos de parto, o parto vaginal ou normal é o mais indicado.

O parto vaginal, também chamado porpulamente de normal é o tipo de parto que tem por objetivo trazer o bebê ao mundo da forma mais natural possível.

Portanto, o bebê nasce pelo canal da vagina através de contrações uterinas após o rompimento da bolsa, sem intervenções cirúrgicas. Embora possa ser feito em ambiente hospitalar, casas de parto ou domiciliar, além de em várias posições, pode ser humanizado ou não.

Portanto, pode-se utilizar ou não anestesia ou analgésicos para suportar as dores, drogas para induzir contrações uterinas, e episiotomia para suturar a vagina.

Benefícios

  • A recuperação da mãe no pós-parto é mais rápida;
  • Em condições ideais, o recém-nascido pode ir diretamente para os braços da mãe, ter contato pele a pele e ser amamentado logo após o parto;
  • A compressão que o tórax da criança sofre ao passar pelo canal vaginal ajuda a eliminar o líquido amniótico;
  • A ligação entre mãe e filho é maior pelo trabalho ativo no nascimento;
  • O bebê tem menos chance de problemas respiratórios, pois as contrações da vagina contribuem para ajudar a expulsar qualquer líquido retido nos pulmões;
  • Os bebês adquirem “boas bactérias”, que ajudam no fortalecimento do sistema imunológico, ao passar pelo canal vaginal.

Desvantagens

    • Risco de laceração da parte exterior da vagina e períneo, exigindo pontos para fechar os cortes e piora no quadro hemorroidário;
    • Se o trabalho for muito longo, a criança pode nascer cansada, com escala de Apgar muito baixa;
    • Maior chance de desenvolver incontinência urinária, principalmente durante o primeiro ano pós-parto;
    • Provoca dor no períneo (região entre a vagina e o ânus) temporária por algumas semanas;
    • Maior chance de traumatismo no bebê durante a passagem pelo canal vaginal.

Atenção: Apesar de ser o mais adequado para mulheres saudáveis, requer uma maior preparação com exercícios, alimentação adequada e até técnicas de respiração para facilitar.

Porém, isso é recomendado durante toda a gestação, independente do tipo de parto. O mais importante é conhecer o histórico do médico, para saber se ele realmente costuma fazes partos normais.

Infelizmente, há situações em que mulheres seguem até o dia do parto achando que será normal para na hora o médico dar qualquer outra justificativa para fazer uma cesárea.

Leia mais: Quanto tempo demora para engravidar depois da ejaculação?

3. Parto Natural

O parto natural é um dos tipos de parto que não utiliza anestésicos e intervenções médicas.
O parto natural é um dos tipos de parto que não utiliza anestésicos e intervenções médicas.

Esse é um tipo de parto que também confunde as gestantes, por ser uma das versões do parto normal, ou seja, em que o bebê também nasce pelo canal da vagina.

À princípio, pode parecer a mesma coisa, mas o parto natural tem como principal característica a ausência de intervenções médicas, drogas ou qualquer outro procedimento clínico.

Como por exemplo, a episiotomia, uso de fórceps, indução com ocitocina sintética ou outros medicamentos, como anestesia ou analgesia.

No entanto, podem ser usados métodos naturais para o alívio da dor, como massagens, diferentes posições, exercícios, imersão em água quente. Geralmente, ele é feito em casa, em uma banheira.

Mas, algumas maternidade e casas de parto têm se equipado de médicos especializados, doulas e quartos adaptados para realizarem esse procedimento.

Benefícios

Todos os benefícios do parto normal, sem a necessidade de recuperação do organismo por conta da ausência de anestesia ou administração de medicamentos.

Desvantagens

Todas as desvantagens do parto normal, além do fato de que as técnicas naturais podem amenizar um pouco a dor, mas nem sempre a eliminam por completo.

Atenção: Dentre todos os tipos de parto que existem, este é o mais polêmico, por dividir radicalmente as opiniões de médicos e gestantes. Por um lado, alguns médicos consideram um retrocesso submeter getantes a dor e ao risco diante se tantos recursos médicos e hospitalares.

Por outro lado, algumas mulheres acreditam ser essa a melhro forma de trazer um bebê ao mundo, de forma natural. Muitas alegam se prepararem para um parto normal durante a gestação interia, para depois acabar não acontecendo por conta de decisões médicas “suspeitas” em induzir uma cesárea desnecessária.

4. Parto Humanizado

O parto humanizado pode atender todos os tipos de parto.
O parto humanizado pode atender todos os tipos de parto.

Outro tipo de parto que gera dúvida e confusão é o parto humanizado, que ao contrário que muita gente pensa, pode ser qualquer tipo de parto, normal ou até mesmo cesárea, desde que seja respeitado o protagonismo da gestante.

Neste caso, o principal fator é a equipe médica responsável estar atenta ao plano de parto proposto pela gestante e aos seus desejos, fazendo de tudo para mantê-la confortável, durante todo o processo.

Assim, dependendo do que a gente quiser, podem ocorrer intervenções médicas, como indução, anestesia e fórceps, desde que necessárias para a saúde e autorizadas pela mãe.

Sendo assim, ele pode ser realizado em hospitais ou casas de parto, desde que se crie um ambiente que lembre o útero materno: silencioso, de temperatura amena e com pouca iluminação, e que o bebê tenha contato imediato com a mãe ao nascer.

Benefícios

Todos os benefícios do parto normal, além da possibilidade de escolha durante o trabalho de parto sobre as intervenções médicas desejadas.

Desvantagens

No caso de um parto humanizado, tudo vai depender da forma como o parto será conduzido, se normal ou cesareana humanizada. Em ambos os casos, as desvantagens serão as mesmas.

Atenção: Para que seja realmente humanizado, é preciso encontrar uma equipe realmente interessada em acolher os princípios desse tipo de parto. Só isso pode ser um enorme desafio, já que no Brasil ainda prevalecem práticas intervencionistas.

5. Parto de Cócoras

O parto de cócoras é um dos tipos de parto normal.
O parto de cócoras é um dos tipos de parto normal.

O parto de cócoras é um variação do parto vaginal com relação à posição do parto, porém ele exige preparo prévio da gestante. Ele é inspirado no modo de parir das índias, em que a mulher fica agachada para facilitar a saída do bebê do útero.

Esta posição permite uma abertura melhor do períneo, sem risco de comprometimento, além de facilitar a saída do bebê por conta do “caminho” favorecer a gravidade.

Geralmente, é feito em domicílio ou em casas de parto, com apoio adequado de doulas, parteiras e, se possível, do parceiro(a). Sendo assim, não há como administrar anestesias.

Benefícios

Além dos benefícios de um parto normal, a gravidade atua a favor da passagem do bebê pelo canal vaginal e a pressão do fêmur na bacia facilita a abertura da pélvis.

Desvantagens

  • A posição é desconfortável, principalmente por longos períodos;
  • Não ser é uma técnica muito difundida no Brasil;
  • É difícil encontrar estabelecimentos e equipe preparada para realizar o procedimento de acordo;
  • Não é possível adminsitrar anestesias para aliviar a dor;
  • É preciso ter apoios e suporte físico da doula ou do parceiro.

Atenção: A posição não é muito confortável e exige preparo anterior da gestante. É possível utilizar certos apoios durante o trabalho de parto, mas o mais indicado é fortalecer a musculatura das pernas para se preparar melhor.

6. Parto na água

O parto na água é umd os tipos de parto feitos em casa ou em casas de parto especializadas.
O parto na água é umd os tipos de parto feitos em casa ou em casas de parto especializadas.

O parto dentro d’água é um tipo de parto vaginal bastante antigo, com relatos clínicos desde o século XIX. No entanto, ele começou a se popularizar pelo mundo na década de 1960 e hoje alguns hospitais já têm instalações para quem deseja experimentar o método.

Portanto, ele pode ser feito em ambiente hospitalar, casas de parto ou em domicílio. Ele oferece menos trauma na saída do bebê do útero para o mundo exterior, por oferecer uma transição de ambiente menos brusca e mais agradável, já que dentro do útero o bebê está imerso em líquido.

O método consiste em entrar em uma banheira com água em temperatura morna logo que as contrações comecem. Algumas banheiras são grandes suficiente para o pai entrar junto com a mulher.

Benefícios

  • A água ameniza a dor das contrações e relaxa;
  • A saída do bebê é mais suave;
  • Permite maior participação do parceiro(a);
  • Pode ser feito em ambiente hospitalar, casas de parto ou em domicílio.

Desvantagens

Assim que o bebê nasce é preciso evitar que ele perca calor, secando-o e aquecendo-o rapidamente. No mais, o restante das desvantagens são as mesmas que as de um parto vaginal ou normal.

Atenção: Embora possa ser feito em casa, o ideal é procurar maternidades especializadas neste tipo de parto. É preciso contar com profissionais experientes, pricipalmente no caso de doulas, além de ter feito todos os exames pré-natal para confirmar a posição do feto.

7. Parto Leboyer

O parto Leboyer é um dos tipos de parto que priorizam o beme star da mãe e do bebê.
O parto Leboyer é um dos tipos de parto que priorizam o beme star da mãe e do bebê.

O parto Leboyer é o tipo de parto que preza o bem-estar de mãe e bebê na hora de dar à luz. Ele chegou ao Brasil na década de 1970, após ser criado pelo médico francês Frédérik Leboyer, daí o seu nome.

Basicamente, é um tipo de parto normal, feito em um ambiente favorável à chegada do bebê, com luz fraca, música ambiente e tranquilidade para que o bebê chegue ao mundo sem traumas.

É uma espécie de parto humanizado, mas com algumas variações, como ao invés de palmadinha no bumbum, uma massagem. Além do corte do cordão umbilical, ser feito só quando parar de pulsar.

Atenção: Este tipo de parto não é sinônimo de parto normal, e pode ser feito na água ou até durante uma cesariana.

8. Parto de Lótus

O parto de Lotus é um dos tipos de parto vaginais que mantém o bebê conectado ao cordão por mais tempo.
O parto de Lotus é um dos tipos de parto vaginais que mantém o bebê conectado ao cordão por mais tempo.

Esse é outro tipo de parto vaginal ou normal, com a diferença que, após o nascimento, não se faz a ligadura do cordão umbilical, mantendo o bebê conectado à placenta até que ele se desprenda naturalmente do umbigo do bebê, ou seja, em cerca de uma semana depois do parto.

Benefícios

Geralmente, esperar o cordão parar de pulsar para fazer o desligamento, diminui o risco de anemia para o bebê. Isso costuma acontecer com cerca de 3 minutos após o parto, mas depois desse intervalo não há vantagens comprovadas.

Desvantagens

São necessários alguns cuidados para diminuir o odor da placenta nesse período. Além disso, a logística da amamentação é mais complicada por conta da ligação entre o bebê e a placenta.

9. Parto à Fórceps

O parto à forceps é umd os tipos de parto vaginais
O parto à forceps é umd os tipos de parto vaginais

O chamado parto à fórceps é utilizado principalmente em maternidades públicas, a fim de incentivar a chegada da criança por parto normal, mas a experiência da equipe médica é fundamental neste tipo de parto.

Apesar do preconceito em torno desta maneira de fazer o bebê vir ao mundo, trata-se de um dos tipos de parto que pode salvar a vida de mães e bebês.

O fórceps é um instrumento que encaixa a criança como se fosse um ‘pegador’ – por ventosa ou sistema semelhante ao da pinça – e puxa o bebê do ventre materno. É recomendado quando o feto corre risco de vida ou a mãe têm problemas cardíacos ou respiratórios e o esforço e contrações podem fazer mal.

Benefícios

A vantagem é ter os mesmos benefícios de um parto normal e evitar o risco à saúde da mãe e do bebê.

Desvantagens

As desvantagens são as mesmas de um parto normal, desde que os médicos sejam experientes para manejar o instrumento.

Atenção: Além da equipe médica ter que ser experiente para manejar o fórceps, o tipo de material do instrumento deve ser adequado, mais anatômico e de material mais leve, de silicone e não metal, para diminuir o risco de causar lesões ao bebê.

10. Parto domiciliar assistido

O parto domiciliar é um dos tipos de parto mais polêmicos.
O parto domiciliar é um dos tipos de parto mais polêmicos.

O parto domiciliar, por ser feito em casa, como o próprio nome já indica, só pode ser feito por via vaginal. Mesmo assim, ele pode ser planejado, com uma equipe de assistência feita de obstetrizes ou parteiras.

Benefícios

Além dos mesmos benefícios do parto normal, em casa o ambiente é seguro e confortável para a gestante. Além disso, o contato da mãe e o bebê é mais próximo que o permitido em hospitais.

Desvantagens

Em caso de emergência, não há estrutura hospitalar à disposição, dobrando o risco de morte neonatal e três vezes a chance de complicações como convulsões e danos neurológicos neonatais, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

11. Parto desassistido

O parto desassistido é um dos tipos de parto menos recomendados.
O parto desassistido é um dos tipos de parto menos recomendados.

O parto desassistido é o tipo de parto normal via vaginal, só que sem nenhuma assistência de obstetras, enfermeiras, parteiras ou doulas. Normalmente, isso acontece sem querer, quando não há tempo suficiente para ir para à maternidade ou da equipe chegar no local.

Mas também há casos em que a família opta por receber a criança sozinha de propósito.

Benefícios

Além dos benefícios do parto normal, neste caso a mulher tem total controle sobre o trabalho de parto.

Desvantagens

Sem assistência profissional os riscos de complicações são ainda maiores que no parto domiciliar, podendo resultar até na morte da mãe e do bebê.

Atenção: Este tipo de parto não é recomendado por nenhuma equipe de saúde, por conta dos altos riscos. Podendo até a mãe ser indiciada por negligência.

Parto normal ou cesárea: Qual é o melhor?

Converse com o seu obstetra sobre os melhroes tipos de parto para você.
Converse com o seu obstetra sobre os melhroes tipos de parto para você.

Essa pergunta é muito comum e até hoje é ainda causa de muita polêmica entre profissionais e gestantes. Há muitas mulheres que tem medo de sentir dor na hora do parto ou que temem por alguma complicação de última hora.

Sabemos que nem sempre o parto normal é possível, e nesses casos, a cesariana é uma cirurgia decisiva para garantir a segurança da mãe e do bebê. Mas quem nunca ouviu uma mãe relatar como primeira escolha o parto normal, para depois afirmar não ter sido possível realizá-o na hora?

Dentre todos os tipos de parto possíveis, as cesarianas são as mais realizadas no Brasil. Em todas as maternidades particulares do país, ela é a campeã!

Para se ter uma ideia, cerca de 90% das mulheres que podem pagar pelo parto ou possuem plano de saúde “escolhem” a cesariana como forma de nascimento de seu filho.

Essa escolha se estende também ao setor público. Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, em 2016 o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou cerca de 2.400.000 partos, sendo que 1.336.000 foram cesáreas.

Isso faz do Brasil o país que detém a segunda maior taxa de cesáreas do planeta com 55%, perdendo apenas para a República Dominicana (56%). Na Europa, a taxa de cesáreas é de 25%, e nos EUA, 32,8%, sendo que a comunidade médica internacional considera uma taxa ideal de cesárea entre 10% e 15%.

Por que isso acontece?

Notem, quando dissemos acima “escolhem”, entre aspas, é para destacar que nem sempre essa é mesmo uma escolha genuína da mãe.

De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, todos os anos 140 milhões de bebês nascem no mundo; a maioria, sem uma identificação de fatores de risco durante o parto.

Então, por que no Brasil esta ordem natural está invertida? De acordo com a OMS essa situação fugiu do controle e já é vista como uma “epidemia”. Desde 1985, a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), compreende que é preciso mudar o padrão atual.

Quando realizadas por motivos médicos, as cesarianas podem reduzir a mortalidade e morbidade materna e perinatal. Porém, não existem evidências de que elas sejam mais benéficas quando a gestante ou o bebê não enfrentam problemas.

Desde que esteja correndo tudo bem, isto é, a gestante e bebê saudáveis, o melhor tipo de parto certamente é o normal. Exceto quando não for possível, e a realização de uma cesárea for mandatória.

Em outras palavras, o melhor tipo de parto é aquele em que tanto a mãe quanto o bebê saem nas melhores condições possíveis. Por isso, o pré-natal é fundamental para fornecer as informações essenciais para tanto o médico quanto os pais da criança decidirem a melhor opção de parto que caberia à gestante.

Orientações segundo a OMS

Tendo em vista o cenário atual, a a OMS lançou 56 recomendações para os médicos especialistas em relação à como proceder com as gestantes. O objetivo é diminuir as estatísticas absurdamente altas da cesárea e mudar o padrão atual de realização de partos.

Destacamos algumas delas abaixo:

  • A comunicação deve ser efetiva entre médicos, prestadores de cuidados na maternidade e gestantes em trabalho de parto;
  • Os cuidados a todas as mulheres na maternidade devem ser respeitosos – de uma maneira que mantenha sua dignidade, privacidade e confidencialidade;
  • Técnicas manuais, como massagem ou aplicação de bolsas de calor, são recomendadas às grávidas que solicitam alívio da dor durante o trabalho de parto, dependendo de suas preferências;
  • Uma dilatação mais lenta durante o trabalho de parto não deve ser indicador de rotina para determinar se uma intervenção médica deve ocorrer para acelerar o trabalho de parto.

Mas afinal, qual o mais indicado?

O parto normal é sempre o mais indicado para gestantes saudáveis, salvo situações emergenciais ou condições de saúde. Em casos de hipertensão, problemas ósseos na pélvis ou nos rins, a cesárea aparece é a melhor opção.

Mesmo assim, o ideal é esperar ela entrar em trabalho de parto, com dilatação e contração. Já no caso da gestante desenvolver pré-eclâmpsia ou estar com a pressão alta fora de controle, o médico deverá compensar essas condições e só depois fazer o parto.

À não ser que haja perigo de sofrimento fetal, o parto deve ser feito pela via mais rápida. Em caso de necessidade de acelerar o parto por conta de qualquer problema e havendo dilatação, a equipe médica procede com o parto normal. Do contrário, a cesariana é a opção.

Como ter certeza da escolha do parto mais adequado?

Além das preferências da gestante e das condições de saúde geral dela e da criança, alguns exames podem ajudar antes de tomar a decisão pelos tipos de parto.

Como por exemplo, um exame ginecológico para avaliar o colo uterino e verificar se ele está grosso ou se já está se preparando para o nascimento do bebê. Esse mesmo exame pode avaliar também a posição do bebê dentro do útero.
O ultrassom pode mostrar se ele está alto, encaixado, sentado ou transverso, e também se existe desproporção cefalo-pélvica, ou seja, se a cabeça do bebê é muito grande para passar pela pélvis da mãe.

Tudo isso é levado em conta junto ao período da gestação, sendo necessário esperar pelas 40 semanas. Isso porque antes disso a posição do bebê pode mudar, até mesmo um pouco antes do parto. Por essa razão, até a hora exata do parto, essas condições fetais devem ser checadas a cada momento, antes de bater o martelo.

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