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Minimalismo estilo de vida: 6 Dicas!

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O minimalismo estilo de vida é um caminho que tem sido traçado por várias pessoas que buscam um novo sentido para a sua existência através de escolhas mais conscientes ao evitar o acúmulo do supérfluo.

A base de uma vida minimalista se mantém sob o conceito de que “menos é mais”, ou seja, um consumo consciente de tudo relacionado ao seu estilo de vida, a fim de simplificar a sua relação com os bens materiais, evitando os excessos desnecessários.

Antes associado às formas artísticas, como a música, arquitetura, moda, fotografia e design, a ideia principal no minimalismo de liberar espaços e simplificar formas ao se concentrando apenas naquilo que interessa, se transferiu ao ser humano como forma de minimalismo estilo de vida em todos os âmbitos de sua existência para o alcance da sua verdadeira essência.

Nesse sentido, a ostentação e o acúmulo de bens materiais através de um consumo desenfreado nos convida a uma reflexão maior sobre os valores e finalidades das “coisas” que juntamos ao longo da vida.

O objetivo é identificar o que importa e nos liberta. Pois, a felicidade não está naquilo que acumulamos, mas na forma como vivemos e interagimos com o mundo ao redor.

Apesar de algumas culturas já praticarem o conceito há séculos, adotá-lo em um mundo cada vez mais capitalista é bem difícil. No entanto, as constantes crises econômicas, a consciência ambiental e a falta de recursos do planeta têm contribuído para que o minimalismo estilo de vida se se transforme em uma enorme tendência.

Neste artigo, pretendemos explicar tudo sobre o conceito para ajudar você a entender melhor como é possível fazer melhores escolhas para viver uma vida mais fluida e flexível, sem nos tornar escravos do consumo e nos afundarmos em nossas próprias “tralhas”.

Vejamos o necessário!

O que é minimalismo?

Minimalismo estilo de vida é se livrar dos excessos.
Minimalismo estilo de vida é se livrar dos excessos.

O termo minimalismo se refere por definição, ao princípio de reduzir ao mínimo o emprego de elementos ou recursos, e foi cunhado nos EUA em 1960. O conceito fez parte de uma série de movimentos artísticos, culturais e científicos durante a segunda metade do século XX, que focaram no uso de poucos elementos fundamentais como base de expressão sem comprometer a mensagem.

Todos esses movimentos minimalistas tiveram grande influência nas artes visuais (artes plásticas, fotografia), no design, na arquitetura, na música, na literatura, na moda e na tecnologia, e passaram o seu conceito estético também para o ser humano como um minimalismo estilo de vida.

Na música, o minimalismo se fez ao abandonar estruturas complexas, combinando notas e silêncios a fim de obter uma sonoridade mais limpa e com menos camadas. Nas artes plásticas, a estética minimalista simplifica as formas, diminui os traços e as cores com o intuito de passar uma ideia de simplicidade, modernidade e praticidade.

Assim como nas artes plásticas, as artes visuais como fotografia e design, e até mesmo a arquitetura focou em criar imagens, construções e produtos formalmente reduzidos em linhas e cores.

Na moda, focou-se no conforto, na simplicidade das linhas retas e na paleta de tons neutros e combinação monocromática. Na linguagem, a literatura minimalista caracteriza-se pela economia de palavras, evitando-se advérbios e sugerindo contextos ao invés de significados.

Já o minimalismo estilo de vida, caracteriza-se pelo acúmulo e consumo consciente reavaliando as próprias prioridades e necessidades a fim de evitar o excesso de bens de consumo, posses, ideias, relacionamentos e atividades que não agregam valor à sua vida. A ideia é ter um estilo de vida simplificado ao eliminar o supérfluo e manter apenas o que é fundamental para viver.

Qual a proposta do minimalismo estilo de vida?

O minimalismo estilo de vida propõe o desapego e uam vida mais simples com o que realmente importa.
O minimalismo estilo de vida propõe o desapego e uam vida mais simples com o que realmente importa.

O minimalismo estilo de vida vai muito além de apenas limitar o consumo e se livrar de pertences acumulados ao longo da vida. Ele pode ser realizado de diversas formas, em vários níveis de envolvimento, quantidade de posses e pontos de vista diferentes.

No início, o minimalismo ser incorporado aos poucos, como uma forma de se livrar do excesso de “tralhas” acumuladas em algum cômodo ou canto da sua casa. Um exercício de desapego daquilo que você não utiliza mais ou se se tornou desnecessário.

À medida que se vai limpando a casa, o armário, uma garagem ou dispensa, a mente também vai se reestruturando e se formatando ao novo espaço, mais amplo e mais claro. A mente passa a enxergar essa mudança de estrutura, e essa tarefa que de início foi externa, passa a ser interna também.

A limpeza traz essa reestruturação de espaço, que pode se transformar em economia de tempo, por exemplo, na limpeza ou ao encontrar as coisas mais facilmente. Esses pequenos benefícios fazem com que enxerguemos como é fácil e mais produtivo viver com menos, e querer encontrar novas maneiras de viver de forma mais simples.

Portanto, a proposta do minimalismo estilo de vida é nos fazer refletir e questionar os valores que atribuímos aos nossos “pertences” e como interagimos com eles. Assim, ao contrário que muita gente pensa, o minimalismo não é apenas uma forma de se livrar de bens materiais e abrir mão do conforto, mas uma obrigação na vida mais pessoal, intencional e significativa de não acumular excessos despropositais.

Dessa forma, o minimalismo estilo de vida se propõe a ser parte da sua pessoa, e não apenas aquilo que você possui ou eliminou, mantendo o foco no espaço e no tempo como algo mais prioritário e mais valioso que o consumo ou acúmulo de bens.

Características do minimalismo estilo de vida

O minimalismo estilo de vida nos faz refletir sobre nossas prioridades.
O minimalismo estilo de vida nos faz refletir sobre nossas prioridades.

O minimalismo estilo de vida é praticado por pessoas que conseguiram determinar o que é realmente suficiente ou fundamental para suas vidas. Minimalistas acreditam que trabalhar cada vez mais para ganhar mais, para poder gastar mais e assim ter mais coisas não é o caminho e muito menos garantia de felicidade.

Normalmente, as pessoas minimalistas são focadas naquilo que realmente as interessam, e se mostram ativas em suas vidas e no mundo ao seu redor. O minimalista questiona a sociedade consumista e desaprova o conceito de que para se obter sucesso precisa pertencer a um seleto grupo definido por certas posses materiais.

O minimalismo enquanto estilo de vida é algo que pode até começar de forma externa, mais é um conceito interno é impulsionado pela mente e por bens intangíveis. Sendo assim, suas características são as seguintes, abaixo:

1 – Liberdade contrária ao consumo

O capitalismo nos vende a ideia de que a felicidade está no poder de compra. Quanto mais coisas possuirmos, viveremos mais felizes e preenchidos pelo conforto que esses bens nos trarão. No entanto, a felicidade não está naquilo que consumimos e não pode ser comprada.

O minimalismo nos liberta da tentação do consumismo e nos desafia a buscar a felicidade na forma como interagimos com o mundo ao nosso redor e não com os objetos que perdem a sua função e significados ao longo do tempo.

2 – Intencionalidade

O minimalismo é marcado pela sua intencionalidade, clareza e propósito, pois a sua essência tende a promover apenas aquilo que realmente necessitamos e valorizamos, eliminando os supérfluo.

3 – Contracultura

Em um mundo capitalista, a idolatração, o exagero e a ostentação fazem parte de uma cultura consumista, em que consumir informação, moda, objetos e estilos de vida em massa é impulsionada por empresas com objetivo em comum – gastar dinheiro. O minimalismo é contracultura, pois é focado nas suas necessidades individuais por uma vida simplificada.

4 – Desaceleramento

O mundo moderno nos impõe um ritmo que não é saudável, nos transformando em pessoas apressadas, estressadas, com cada vez menos tempo para desempenharmos as funções que nos dão prazer. Para compensar nos propomos a executar várias tarefas ao mesmo tempo, sem focar direito nas coisas que nos faz bem.

O minimalismo nos obriga a desacelerar esse ritmo e nos liberta dessa histeria moderna de ter que dar conta de tudo. Ao tentar manter apenas o essencial, eliminamos tudo aquilo que nos aprisiona para valorizarmos as coisas que agregam valor à nossa vida.

5 – Atingível

Ao contrário da busca incessante pela felicidade nunca será atingida através do consumismo desenfreado, o minimalismo estilo de vida é completamente viável. Ao adotar um estilo de vida mais simples, você passa a valorizar apenas aquilo que é necessário, sem precisar almejar sempre mais. Pois, o pouco que se tem é perfeitamente suficiente.

Como incorporar o minimalismo estilo de vida?

O minimalismo estilo de vida pode ser incorporado devagar desapegando aos poucos.
O minimalismo estilo de vida pode ser incorporado devagar desapegando aos poucos.

O jeito minimalista de viver tem como base a busca de uma forma de vida mais simples sem o acúmulo de “tralhas” que não precisamos necessariamente. Muito acreditam que quanto mais coisas acumulamos nos sobrecarregamos ainda mais para manter essas coisas,  seja trabalhando mais para pagar as contas e dívidas, gastando tempo com limpeza e arrumação.

Sem falar, que ao longo do tempo, todas essas coisas vão se tornando supérfluas, esquecidas num canto, ultrapassadas, sendo substituídas por outras ou até virando lixo.

No entanto, adotar o minimalismo estilo de vida minimalista não é ser contra o consumo, mas simplificar, reduzir ao máximo e talvez até, passar a adquirir menos coisas. A intenção nesse estilo de vida é acumular menos, adquirir apenas o necessário para ter mais espaço e tempo para o que realmente interessa em sua vida.

Mas como fazer isso? Incorporar o minimalismo estilo de vida não é abdicar do seu conforto ou passar por privações, mas preencher a sua vida e os espaços em que você interage com apenas aquilo que realmente precisamos e usamos.

O desafio aqui é identificar que, mesmo em uma situação favorável, ou seja, tendo poder de compra, você pode optar por viver com menos, sem passar necessidades ou abrir mão daquilo que considera um conforto.

Afinal, quanto mais coisas você comprar, mais espaço você terá que ter para acomodá-las e mais tempo para cuidar delas, pagar despesas, etc. Por outro lado, quanto menos coisas você acumular, mais tempo para curtir com a família, amigos e cuidar da sua vida você vai ter! Então, bora desapegar?

1 – Comece analisando a sua vida

O minimalismo vai variar de acordo com o seu estilo de vida, e vai também mudar ao longo da sua vida também. É verdade que, para quem nunca teve acesso a conforto e bens de consumo, viver com menos já faz parte de suas vidas. E por isso, essa tarefa seja mais fácil.

Por outro lado, quem sempre teve pouco e agora está prosperando pode ter mais dificuldade em abrir mão do consumo. Há também aqueles que sempre tiveram de tudo e hoje parecem poder praticar o desapego com mais facilidade.

De qualquer forma, o minimalismo estilo de vida só será incorporado como parte de você quando você souber estabelecer o que é “suficiente” para viver de forma mais leve e feliz.

O importante é tentar reduzir tudo que se tem ou que ainda deseja adquirir ao mais necessário possível. No entanto, isso requer uma análise profunda da nossa vida:

  • O que você precisa para viver minimamente estruturado e seguro;
  • Quais os seus valores em termos de bens materiais;
  • O que é conforto para você;
  • Como costuma se vestir;
  • Suas obrigações e compromissos;
  • Como você se alimenta;
  • Qual a ordem e os objetos que possui em casa;
  • Como você lida com memórias;
  • Quais as suas prioridades no momento;
  • Como você utiliza o tempo tempo.

Quando estamos conscientes de tudo que nos é realmente necessário e daquilo que não precisamos, podemos começar a remover os excessos.

2 – Viva intencionalmente

Uma das características do minimalismo, como já falamos, é a intencionalidade, clareza e propósito em todas as coisas. Dessa forma, a intenção é se concentrar nas experiências, no trabalho, nas atividades e nas pessoas, ao invés de dar um significado maior para as coisas que você possui ou que deseja.

Isso não significa viver em isolamento, abstinência, privação ou sem conforto. Mesmo adotando o minimalismo estilo de vida, você vai continuar consumindo, apenas se concentrando naquilo realmente precisa e que possua um verdadeiro propósito.

Sendo assim, o minimalismo é uma maneira de viver intencionalmente, com mais consciência de gastos. Com isso, você vai se permitir trabalhar em coisas mais significativas e satisfatórias para você.

A busca por estilos de vida mais enxutos, por exemplo, pode influenciar um modo de consumo menos predatório, com mais reaproveitamento de peças e maior aproveitamento de vida útil dos objetos.

O minimalismo questiona os excessos da sociedade de consumo de dentro do sistema, chamando a atenção para uma preocupação com o consumo consciente. E a melhor maneira de fazer isso é vivendo intencionalmente ao consumir menos e aproveitar ao máximo o que já temos.

3 – Atribua um propósito aos seus bens

Você por acaso tem ideia de todos os bens e objetos que possui e qual o propósito de tê-los ou guardá-los? Tudo aquilo que vamos adquirindo ou até herdando ao longo da vida passa a ter um significado emocional para nós.

Vamos nos tornando cada vez mais apegados à essas coisas e resistimos a nos desfazer delas. Todos esses bens e objetos passam a ter valor de memória atribuídas aos mais diversos sentimentos.

No entanto, ao atribuir um propósito ao objeto conseguimos identificar melhor as prioridades. Como por exemplo, roupas que não usamos porque não servem mais ou utensílios que não usamos porque não desempenhamos tal atividade.

Se você não conseguir atribuir um propósito ao objeto em questão ou não consegue enxergar uma finalidade para ele ou mesmo que consiga, não pareça ser uma prioridade, é porque aquilo não tem mais serventia à sua vida. Portanto, pode ser descartado.

Isso também não quer dizer que você vai ter que descartar todos os objetos que fazem parte das suas memórias afetivas, mas você pode selecionar um ou outro mais importante. Afinal, são as memórias que valem, e não os sentimentos que atribuímos aos objetos.

4 – Organize o espaço em casa

Muita gente acredita que a nossa casa é o reflexo do nosso interior. Assim, o seu espaço de convivência e interação deve lhe proporcionar tranquilidade e segurança, para que a sua mente também se sinta em paz.

Em geral, os espaços abertos e amplos costumam passar essa impressão. Além disso, a organização dos espaços com relação aos objetos que nele habitam deve prevalecer. Um espaço “soterrado” de objetos e móveis, onde há dificuldade de mobilidade gera desconforto e a bagunça pode ser até transferida internamente.

Além disso, uma decoração mais simples, com poucos objetos atrai mais a atenção para aquilo que interessa ser destacado. Sem falar que você vai ganhar mais tempo com a limpeza e a organização.

O mesmo vale para a sua interação com os espaços. De que adianta manter espaços amplos, se você se sente confortável em espaços menores e mais aconchegantes? De que vale uma sala de jantar com 10 lugares ou uma sala de estar de três sofás se você não recebe ninguém em casa?

Novamente, cada espaço e/ou objeto deve ter um propósito e um uso específico, senão não há motivos para mantê-los.

5 – Coragem para se desfazer das coisas

Não é fácil de desfazer das coisas, principalmente aquelas das quais somos mais apegadas. Na verdade, costumamos guardar as coisas porque achamos que em algum momento elas nos serão úteis de novo. No entanto, nem sempre isso acontece e acabamos sucumbindo às tentações consumistas e comprando algo novo.

Para começar, escolha 5 objetos diferentes da sua casa e jogue fora hoje mesmo. Tenho certeza de que o sentimento irá trazer mais força e coragem para uma tarefa maior. Quem sabe, no final de semana você faz uma limpeza no armário, na sua garagem, na dispensa?

6 – Organize seu tempo

Essa dica não se aplica a se desfazer de objetos, mas a otimizar melhor o seu tempo para conseguir eliminar tudo aquilo que te atrapalha e não deixa você viver de forma mais leve. Afinal, o minimalismo estilo de vida não é apenas sobre se livrar de “coisas”, mas de se conscientizar de tudo aquilo que é mais importante na sua vida.

Assim, tente identificar as suas prioridades e o que é mais importante para você. Em seguida, dedique mais do seu tempo às coisas que realmente importam e que trarão valor à sua vida.

Não é fazendo tudo aquilo que a maioria das pessoas estão fazendo, se isso não tiver a ver com a sua vida. Não ligue para o julgamento dos outros. Tenha os seus próprios critérios sobre o que realmente importa para você.

Para não ser influenciada, tente controlar a quantidade de informação que você recebe diminuindo  seu tempo e frente à TV ou nas redes sociais. Caso seja uma pessoa conectada, tente seguir pessoas que tem a ver com o seu estilo de vida e que agreguem algum valor à sua vida. E procure dedicar o seu tempo aos seus reais objetivos.

Conclusões finais

A prática do minimalismo estilo de vida visa clarear a mente das pessoas com o intuito de ser aplicado de diferentes formas e em todas as áreas da suas vidas. Quando aprendemos a ter consciência sobre tudo o que fazemos, é mais fácil identificar tudo aquilo que funciona.

O minimalismo é um caminho definitivamente contrário ao estilo de vida da maioria em uma sociedade marcada pelo consumismo. No entanto, viver intencionalmente através do minimalismo vai trazer um significado maior e mais satisfação à sua existência.

Você vai entender que ter menos “bens” não é necessariamente o principal objetivo, mas viver com “menos” vai trazer a percepção de que há muitas outras coisas que podem contribuir para a sua paz e a sua felicidade, que estão bem longe de ser adquiridas com dinheiro em uma loja.

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