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Meu Filho não Gosta de Mim: O Que Fazer Agora?

Quem já ouviu algum pai ou mãe dizer: “O meu filho não gosta de mim!” ou sentiu algo parecido em algum momento durante a criação ou convívio com os filhos? Ao contrário que muitos papais e mamães de primeira viagem imaginavam, a parentalidade está longe de ser um sonho cor de rosa em que tudo sai da maneira como desejamos.

Criar filhos é uma tarefa, na maioria das vezes, árdua e bastante complicada. As responsabilidades são grandes e nem sempre sobra tempo de qualidade para momentos de prazer e diversão com os filhos, modificando a forma como eles passam a enxergar seus pais e externar seu amor por eles.

Na luta para ganhar a vida, prosperar para poder dar o melhor aos filhos e criá-los da melhor forma possível, acabamos passando por situações difíceis, que nos deixam sem saber como lidar.

O amor dos pais por um filho é incondicional. Não há quem não faça de tudo para vê-los felizes e saudáveis. E mesmo fazendo tudo por eles sem esperar algo em troca, é normal desejar pelo reconhecimento de nossos esforços através do amor retribuído por eles.

Por isso, com exceção da perda, talvez um dos maiores medos de uma mãe ou de um pai é imaginar que seus filhos possam não amá-los, passem a rejeitá-los ou até preferir um ao outro em certos momentos.

Mas infelizmente isso acontece bastante, por inúmeros motivos. E pasmem, é perfeitamente normal. Portanto, se você estiver passando por isso, seja qual for o motivo, e possa estar pensando “meu filho não gosta de mim”, não se preocupe.

Vamos discutir o assunto abaixo e mostrar que isso até pode acontecer, mas não é bem assim. A rejeição de um filho é dolorosa, mas costuma passar e pode ser revertida, sem maiores traumas para ninguém. Vamos lá!

Como conquistar o amor dos filhos?

"Meu Filho não Gosta de Mim" é um pensamento comum entre as mães.
“Meu Filho não Gosta de Mim” é um pensamento comum entre as mães.
Ocasionalmente se ouve por aí pais reclamando que seus filhos não os amam, dizendo “meu filho não gosta de mim” ou que não quer saber dele. Mas que está acontecendo? Os filhos não deveriam ter um amor natural por seus pais?

Os pais possuem amor incondicional por seus filhos e costumam dar tudo à eles: a vida, comida, casa, estudo, atenção, carinho, tempo, dinheiro. Uma lista interminável para o resto de sua existência. Quase não há como negar-lhes algo. Quem tem filhos sabe que isso é verdade.

Eles nos amam com todos os defeitos e perfeitos são os filhos aos olhos deles. Assim, nada mais natural que retribuir esse amor também naturalmente, mesmo que eles tenham suas falhas.

É praticamente uma obrigação de pais amar e cuidar dos filhos, e uma obrigação de filho, cuidar e respeitar os pais. Até porque seria vergonhoso e tamanha falta de gratidão não amar os pais depois do tudo que fizeram por nós.

Mas o amor é um sentimento, e ter razões para amar, não significa necessariamente que você vai sentir esse amor naturalmente e reciprocamente.

Dívidas emocionais quanto aos feitos do passado não mudam o fato de que todo relacionamento tem que ser trabalhado, por ambas as partes envolvidas. Uma pessoa pode ter feito tudo para você, mas se lhe tratar de forma inaceitável, fica difícil tolerar a pessoa e retribuir o amor de maneira natural.

Neste caso, não existe “prazer” em ficar perto da pessoa e, portanto, não há como sentir amor por ela. Por isso, ocorrem os afastamentos naturais como única forma de se preservar a paz interior ou a saúde emocional para o seu próprio bem estar, mesmo em se tratando dos pais.

Por que os filhos se afastam

Há casos em que a mãe ou pai ficam chateados, reclamando que seus filhos não lhes procuram ou estão afastados. Mas você já se perguntou qual seria o seu papel nisso? Será que é ingratidão e culpa só deles?

Ninguém se afasta naturalmente de alguém que só nos faz bem. Mas se afastam daqueles que, de alguma forma, nos machucam ou não estão nos fazendo algum bem. Às vezes são pequenas ações que vão tornando o convívio difícil, seja por pressão, implicância, expectativas, palpites em excesso.

Egoísmo e ingratidão existem, mas ainda assim as pessoas desejam a companhia e o contato daqueles que lhe fazem se sentir bem ou que acrescentam coisas boas em suas vidas.

Assim, no caso do amor entre pais e filhos, há o amor incondicional dos pais pelos filhos, e um amor conquistado e trabalhado ao longos dos anos dos filhos por seus pais.

Isso porque, desde que nascem, os filhos são amados e cuidados por seus pais. Sendo o papel de pais ensinar como amar e cuidar uns dos outros., através do convívio familiar.

Mas os filhos também crescem, viram adultos com vontade e vidas próprias, se tornando indivíduos diferentes com muitas, poucas ou quase nenhuma afinidade com seus pais. Por isso, muitas vezes se afastam.

Como fazer que eles voltem

Todo filho sente um amor no sentido de dever pelos seus pais. Por isso, os filhos zelam pelo bem estar de seus pais. Isso não se trata de algo emocional, e sim um simples dever por todos os cuidados que eles tiveram conosco durante a nossa infância.

Diferente de como fazemos com outras pessoas, podemos nos aproximar ou se afastar delas conforme desejamos, mas no caso dos pais nunca deixaremos de cumprir o dever de ajudá-los e cuidá-los até que eles se vão.

Já no caso dos pais, os filhos ficarão mais próximos se você trabalhar o relacionamento, ao invés de se sentir “no direito” de receber o amor deles. O amor entre pais e filhos deve ser conquistado com carinho e paciência, como em qualquer relacionamento para dar certo. Ambos devem saber flexibilizar, ajustar e mudar para melhor fluir o relacionamento.

Os filhos possuem preferências?

Muita mãe pensa
Muita mãe pensa “Meu Filho não Gosta de Mim” ao sentir a predileção deles pelo pai.
Há muitos casos em que os pais se sentem chateados ao observar a predileção dos filhos por um dos cônjuges, no caso o pai ao invés da mãe, por exemplo. Lógico que não há como medir ou comparar o amor, mas às vezes é comum a gente se perguntar “por que meu filho não gosta de mim, mas parece adorar o pai”.

Se alguma vez esse tipo de pensamento lhe invadiu, saiba que é uma falsa idéia que precisa ser combatida.

Com a chegada dos filhos, todo pai e mãe certamente viverão fases da vida em que os filhos irão apresentar mais afinidades com um do que com outro. Isso pode ocorrer por diversos motivos, seja por necessidade, idade ou personalidade.

Ou seja, pode ser que na infância a criança fique mais próxima daquele que mais brincava com ela ou que a fazia se sentir segura, mas na adolescência ela passe a preferir o pai ou mãe que a entenda e converse.

Na fase adulta, o filho pode se casar e migrar de identificação, se aproximando mais dos sogros, e ao ter seus próprios filhos é possível que a relação com os seus pais se fortaleça ou modifique, criando uma aproximação maior e laços mais fortes.

Portanto, as preferências são comuns e nada têm à ver com quantidade de amor ou a falta dele.

Identificação X Preferência

No caso da criança, a maior prova de que não existe preferência por parte delas, é o fato de que até os oito anos de idade, a mente da criança é igual a um computador. Ela só vai gravando as informações que recebe, sem diferenciá-las de boas ou ruins.

Tudo o que ela ouve e vê vai sendo salvo no seu “arquivo mental”, para ser depois usado como lhe convém.

Portanto, se o seu filho ouve com freqüência que ele é parecido ou que prefere a mãe ou o pai, depois de um tempo, sem que ele perceba, passará a adotar essas afirmações como verdades inquestionáveis.

Por esta razão, evite dizer “Meu filho prefere fulano(a) do que a mim”, “Meu filho não gosta de mim, só do pai”, “Você puxou ao seu pai” ou “Ela é igual a mãe”.

Isso porque “identificação” é diferente de “preferência”. Se identificar mais com um dos pais, não significa que o seu filho ame mais um do que outro, mas que o seu jeito dele de ser pode ser mais parecido com o daquela pessoa. Ou que essa pessoa o compreenda melhor, fazendo com que a identificação seja mais fácil.

Cada um é de um jeito e possui diferentes formas de demonstrar o afeto. Claro que para toda regra há exceções. No caso de abandono, maus tratos, rigidez, rabugice, intolerância ou comportamentos abusivos, da parte de um dos pais, a criança certamente irá pender para o outro que lhe deu atenção, carinho, segurança.

O fato é que as crianças são puras na forma de sentir amor, e vão pender sempre para quem lhe der carinho e compreensão. Mas de qualquer forma, as relações saudáveis não são construídas do dia para noite. Muito pelo contrário, elas dependem de investimento de tempo, entrega e envolvimento ao relacionar-se.

Socorro, meu filho não gosta de mim!

Você pode até pensar "Meu Filho não Gosta de Mim", mas isso não existe.
Você pode até pensar “Meu Filho não Gosta de Mim”, mas isso não existe.
Há casos em que a mãe pode jurar e dizer: “Meu filho não gosta de mim”, mesmo já tendo dito não ser um caso de preferência, mas de afinidades.

Não é difícil encontrar relatos de mães que largaram tudo o que faziam antes para se dedicarem exclusivamente 24h por dia com a criança, e mesmo assim notarem uma predileção pelo pai, embora ele quase não passasse o mesmo tempo com ela.

É uma situação delicada, mas natural, que acontece em muitos lares. Isso acontece porque na maioria dos lares hoje, a estrutura “mãe função, pai diversão” é ainda muito latente. Ou seja, lares em que a responsabilidade em educar os filhos ainda seja da mãe, mesmo que ela trabalhe fora ou fique em casa em tempo integral.

Isto é, ainda existem muitos lares onde se sustenta a “obrigação da mulher em relação ao lar e aos filhos” ou ainda em caso de pais separados, em que a carga maior é da mãe, mesmo que a guarda seja compartilhada.

Assim, toda essa pressão em educar os filhos e tomar conta do lar para que a estrutura se mantenha sólida e todos tenham a sua rotina, sobrecarregue a mãe, enquanto o pai abraça apenas a tarefa de “brincar” e “ser divertido”.

Afinal, o pouco tempo que lhe resta com os filhos ele vai usar para coisas positivas, ao invés de pegar no pé da criança se ela comeu tudo, arrumou o quarto, lavou as mãos, tomou banho ou fez ou não o dever de casa.

Que criança não gosta de farra?

Não é generalizado, mas a sociedade brasileira ainda está embasada nesses valores de que cabe à mulher a criação dos filhos. Dessa forma, ela veste a postura mais rígida, enquanto o pai está mais flexível às vontades da criança.

Mas isso não significa que seu filho não te ama ou prefere o pai. A criança apenas tende a pender para quem irá satisfazê-la de algum modo. No entanto, a educação traz limites e segurança, fatores importantes para a felicidade e desenvolvimento saudável deles.

Como dissemos acima, é possível haver algum tipo de afinidade maior entre o pai e filho, na questão de gosto mesmo. Mas isso é mais notável em idades mais avançadas, nem tanto em bebês ou crianças pequenas.
Normalmente, pelo vínculo materno dos primeiros meses e até o primeiro ano de vida, a criança tem um apego maior à mãe. Mas, com o passar dos anos, ele continuam a gostar de se sentir seguros, mas ADORAM uma farra, se divertir e ser o centro das atenções.

Quando o pai é aquele que mais proporciona isso, por conta de estar mais fora durante o dia ou por não ter a chance de ficar muito com os filhos ou por ser a mãe quem assume a maior parte da educação da criança, é ele quem vai receber os melhores sorriso e gritos de contentamento quando aparecer.

Mas lógico que embora possa parecer o mais amado, isso não chega a ser uma verdade.

É normal sentir medo de não ser amada pelos filhos

Mesmo pensando "Meu Filho não Gosta de Mim", você pode reverter o quadro.
Mesmo pensando “Meu Filho não Gosta de Mim”, você pode reverter o quadro.
É muito comum mulheres que trabalham fora o dia todo se sentirem rejeitadas e com medo de serem esquecidas pelos filhos, por conta deles passarem mais tempo com os avós ou a babá.

Nesse caso, é normal ter pensamentos do tipo “meu filho não gosta de mim”, só porque não podem estar com a criança na maior parte do tempo. Até quem vive uma situação contrária, que trabalha em casa, mas tem o mesmo sentimento, ao notar a alegria da criança ao ver o pai chegar em casa.

Como você pode ver, em ambos os casos, na ausência da mãe por conta do trabalho, ou na permanência da mãe em casa, o sentimento é o mesmo e parece não fazer diferença.

Esse medo de não se sentir amada pelos filhos não é raro no universo materno, e tem muita mulher que sentem o mesmo. Mas o problema não está em nossos filhos e nem tão pouco é culpa nossa. Esse é um comportamento normal da criança durante o seu desenvolvimento.

É possível reverter a situação!

Caso em algum momento você comece a sentir que o seu filho já não demonstra o mesmo envolvimento de antes com você. A solução é tentar reverter o quadro estreitando os laços de vocês novamente.

Mas de que forma, você se pergunta. Bem, é possível fazer isso de diversas formas, mesmo que você tenha pouco tempo para isso. Tente por exemplo, se dedicar com mais afinco nas horas de brincar com ele, se envolvendo por inteiro na diversão.

Como mães, temos a tendência a viver muito o dia a dia, a rotina de cuidados, regras, limites, educação, horários e organização. Com isso acabamos nos afastando dos momentos de brincadeira e diversão, deixando de lado atividades em que podíamos dar mais atenção à eles.

Porém, são esses momentos, por menores que sejam, primordiais para garantir um envolvimento mais forte entre vocês e estimular o desejo deles em ficar próximos da gente.

Ou seja, você pode continuar a fazer tudo o que sempre fez por seus filhos, mas separe um tempinho para fazer algo que eles realmente gostam. Os filhos não deixam de nos amar só porque não demonstram mais o mesmo interesse de antes, mas as vezes passam a dar mais atenção para quem está mais disposto a se DIVERTIR com eles.

Isso é perfeitamente natural em se tratando de crianças. Pense! Você ia preferir a pessoa que te faz arrumar o quarto e comer na hora certa ou quem te leva para correr e brincar no parquinho?

Não importa se você trabalha o dia todo fora ou se você fica em casa sempre próxima do seu filho, você tem que doar momentos de qualidade com muita diversão, alegria, e brincadeira para o seu filho.

Duvido que você não consiga dominar mais essa tarefa em prol do amor e felicidade dos seus filhos!

Viu, sem essa de “meu filho não gosta de mim”, crianças gostam de quem gosta deles. Portanto,esqueça um pouco as responsabilidades um pouquinho que seja por dia e se dedique a ser criança juntos deles. Você vai ver como tudo vai se reverter em segundos e logo logo voc6e vai ser novamente a pessoa preferida deles!

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