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Falta de vitamina D causa queda de cabelo?

Para quem não sabia, a vitamina D é um hormônio esteroide lipossolúvel essencial para o funcionamento de diversas funções no organismo. Principalmente, a de controlar níveis de cálcio no sangue e nos ossos, além de facilitar a sua absorção pelo organismo, fundamental para o desenvolvimento saudável dos ossos e dos dentes. Sendo assim, a sua deficiência pode causar uma série de complicações. Mas a falta de vitamina D causa queda de cabelo?

A vitamina D controla 270 genes, inclusive células do sistema cardiovascular. Além de melhorar a saúde óssea, ela ainda age na secreção hormonal e em diversas doenças crônicas não transmissíveis, prevenindo obesidade e diabetes.

Sua principal fonte de produção é a exposição solar (cerca de 80 a 90%), que ativa a sua síntese através dos raios UVB. Alguns alimentos também são fontes de vitamina D, além de ser produzida em laboratório como suplemento, em caso de deficiência, prevenção e tratamento de doenças.

Mas muito anda se falando sobre a relação da falta de vitamina D com a queda de cabelo. De acordo com dermatologistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia, estudos sobre o assunto ainda são controversos, por isso, não se pode afirmar que a falta de vitamina D causa queda de cabelo.

Ainda que a deficiência da substância esteja relacionada à causas de doenças inflamatórias e autoimunes, por isso a crença na sua possível relação com a alopecia areata, doença inflamatória que provoca a queda de cabelo, os estudos não são suficientes para tal confirmação.

Por esta razão, vamos discutir abaixo o que é vitamina D, suas fontes, causas e sintomas na deficiência e o que isso pode causar, inclusive se a falta de vitamina D causa queda de cabelo mesmo. Separamos também dicas de como obter níveis adequados de vitamina D para prevenir problemas. Confira!

O que é a vitamina D?

A vitamina D é um hormônio essencial para várias funções no organismo.
A vitamina D é um hormônio essencial para várias funções no organismo.

Ao contrário que muitos pensam, a vitamina D é um hormônio esteróide e não uma vitamina, mas que faz parte do grupo das vitaminas lipossolúveis, derivada do colesterol.

Existem duas formas da substância na natureza, o colecalciferol ou vitamina D2, de origem animal e o ergocalciferol ou vitamina D3, de origem vegetal, ambas metabolizadas pelo organismo no fígado e nos rins.

Embora hoje sabemos que a substância é um hormônio, a vitamina D tem esse nome, porque quando foi descoberta em 1922, acreditava-se que ela só poderia ser obtida através da alimentação. Por isso, foi batizada com a quarta letra do alfabeto, seguindo a ordem de descoberta das vitaminas A, B e C.

Foi só a partir da década de 1970 que os pesquisadores descobriram que a vitamina D poderia ser sintetizada pelo organismo na forma de hormônio e não de uma vitamina, propriamente dita.

Qual a função da vitamina D?

A vitamina D tem a função de regular o metabolismo ósseo, agindo como hormônio ao manter os níveis das quantidades adequadas de cálcio e fósforo presentes no sangue, através do aumento ou diminuição da absorção desses componentes no intestino delgado.

Sua função é exercida através da sua ligação com receptores específicos nos núcleos das células alvo, que pela sua interação gera uma modificação nas proteínas produzidas por essas células cujo resultado está na ação daquela célula sobre algum aspecto relacionado ao cálcio.

No intestino, a vitamina D estimula a síntese de proteínas que atuam na absorção direta e indireta do cálcio dos alimentos para a corrente sanguínea, estimulando também a absorção de fosfato e magnésio.

Nos rins, ela promove a reabsorção do cálcio e fosfato filtrados, que seriam excretados pela urina de volta para a corrente sanguínea.

Nos ossos, a vitamina D promove a síntese de proteínas envolvidas na formação óssea, aumentando o número e a atividade dos osteoblastos (células que produzem tecido ósseo), sendo fundamental para o crescimento e manutenção da densidade óssea.

Os níveis de vitamina D ainda influenciam a secreção de paratormônio pela tireoide, para que a sua baixa concentração não estimule a degradação de tecido ósseo e liberação de cálcio no sangue.

Além dos efeitos sobre a homeostase do cálcio, a vitamina D pode ter efeitos também sobre outras funções como apoptose celular (morte celular programada), diferenciação celular, sistemas cardiovascular, musculoesquelético e imunológico e também no metabolismo da insulina. Assim, a vitamina D pode ser importante no tratamento de diversas condições como intolerância à glicose, diabetes tipo 1 e 2, hipertensão e esclerose múltipla.

Como detectar a deficiência de Vitamina D?

A falta de vitamina D causa queda de cabelo, mas não é confirmado.
A falta de vitamina D causa queda de cabelo, mas não é confirmado.

Para conseguir detectar a falta de vitamina D no organismo, é preciso prestar atenção a uma série de sintomas e problemas de saúde causados por essa deficiência. Normalmente, alguns sintomas podem ser muito sutis, porém a longo prazo as consequências podem sem bem maiores, mesmo que não ocorram nenhum dos sintomas.

São eles:

  • Fraqueza muscular;
  • Dor nos ossos e enfraquecimento dos mesmo;
  • Diminuição do cálcio e do fósforo no sangue;
  • Unhas esbranquiçadas;
  • Psoríase e Alopecia com queda significante de cabelo;
  • Osteoporose nos idosos;
  • Raquitismo nas crianças;
  • Osteomalacia.

Essa falta de cálcio pode prejudicar a formação dos ossos causando raquitismo infantil e osteomalácia em adultos. O raquitismo é caracterizado pela baixa mineralização dos ossos, em que a crianças tem seu crescimento e desenvolvimento afetados. A osteomalácia leva a ossos fracos, sensíveis à pressão e com maior chance de fraturas.

Além disso, a deficiência de vitamina D tem sido associada a uma maior incidência de alguns tipos de câncer (colorretal e de mama), asma grave em crianças, depressão e prejuízo cognitivo em idades avançadas, infecções, doenças autoimunes e inflamatórias, maior risco de morte por doenças cardiovasculares, hipertensão, doença periodontal, dor crônica e osteoporose em mulheres pós-menopausa.

Sem falar que a sua absorção e produção ficam prejudicadas na presença de algumas doenças, como insuficiência renal, lúpus, doenças de Crohn e doença celíaca. Portanto, caso tenha essas doenças ou histórico na família, fique atenta aos seus níveis de vitamina D no organismo.

Como obter a vitamina D?

A falta de vitamina D pode ser obtida pelos alimentos.
A falta de vitamina D pode ser obtida pelos alimentos.

Para manter os níveis de vitamina D no organismo é preciso estar atenta às suas formas de obtenção, assim como aos níveis de quantidades adequadas. Embora a substância possa ser encontrada tanto na forma de origem animal (D2) como vegetal (D3), a sua absorção, dependendo da fonte será diferente.

Basicamente, a vitamina D é obtida através de três formas distintas:

  • Por ser proveniente do colesterol, a vitamina D pode ser obtida a partir dos alimentos como óleos de fígado de peixe (bacalhau); peixes gordurosos (salmão, atum, sardinha e tilápia); frutos do mar; derivados do leite (manteiga e queijos gordurosos); cogumelos, ostras e ovos (gema).
  • Através da exposição ao sol e sua produção na pele, pelos raios ultravioletas UVB que causam reações bioquímicas, levando à produção da vitamina a partir de derivados do colesterol. Para uma produção adequada, a exposição ao sol deve ser de pelo menos 15 a 20 minutos ao dia (pele clara) ou 1 hora (pele escura).
  • Através de suplementos vitamínicos e medicamentos, caso não haja possibilidade de obtê-la a partir das duas formas acima. A quantidade de suplemento vai variar de acordo com a idade, a dose do medicamento e o grau de deficiência.

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Vitamina D através da exposição solar

Apesar de poder ser obtida através dos alimentos, principalmente os de origem animal, as quantidades de vitamina D presentes neles são insuficientes para o organismo. Por isso, a exposição solar é essencial, pois corresponde a cerca de 80 a 90% da absorção da substância pela pele.

Mas para que essa absorção seja eficiente, é necessária a exposição de braços e pernas pelo tempo adequado, pois a quantidade de vitamina D absorvida é proporcional a quantidade de pele exposta. Além disso, essa exposição não deve contar com barreiras como filtro solar ou vidros de janelas.

O protetor solar com FPS 8, por exemplo, já é capaz de inibir a retenção de vitamina D em 95%, sendo que FPS maiores praticamente zeram a produção da substância. No entanto, sabemos o quanto é prejudicial para a pele a exposição solar sem proteção. Portanto, para evitar o câncer de pele, recomenda-se tomar sol nos horários adequados (antes das 10:00h e após as 16:00h) e passar o filtro após os 15 a 20 minutos recomendados para obter a vitamina.

O vidro das janelas também prejudicam a absorção da vitamina D, pois os raios UVB que ativam a sua síntese no organismo, não conseguem atravessar os vidros.

A exposição solar da maneira correta é capaz de proporcionar 10 mil unidades de vitamina D, no entanto, apenas o médico poderá analisar a necessidade de cada indivíduo, a fim de determinar se apenas o sol é suficiente ou se será preciso aliar a alimentação ou suplementação.

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Vitamina D através dos alimentos

Os alimentos de fontes mais ricas de vitamina D são de origem animal, pois as fontes de origem vegetal não conseguem sintetizar a vitamina de maneira suficiente. Mesmo assim, apenas a ingestão de alimentos ricos em vitamina D não serão suficientes para suprir as necessidades diárias do organismo.

Para se ter ideia, até mesmo o salmão, um dos alimentos mais ricos em vitamina D, conta apenas com 6,85% das necessidades diária de vitamina D em uma porção de 100 gramas.

Além disso, esses alimentos são também ricos em gordura saturada, e quando ingeridos em grandes quantidades, sofrem o processo de oxidação aumentando o risco de inflamação nas artérias, causando doenças vasculares que comprometem o coração, os rins e o cérebro.

Tipo de AlimentoQtde de Vitamina D% valor diário
Atum (100 gramas)227 unidades2,27%
Sardinha (100 gramas)193 unidades1,93%
Ovo (uma unidade)43,5 unidades0,43%
Queijo cheddar (50 gramas)12 unidades0,12%
Carne bovina (100 gramas)15 unidades0,15%

Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Vitamina D através de suplementação

A suplementação de vitamina D deve ser utilizada apenas em casos de constatação médica por exame de sangue de insuficiência ou durante tratamentos de algumas doenças. Isso porque cada indivíduo terá uma quantidade de vitamina D no organismo através da alimentação e exposição solar, mesmo que insuficientes.

A falta de vitamina D no organismo é identificada através do exame de sangue chamado 25(OH)D, e o seu diagnóstico tem como resultado quantidades menores que 30 ng/ml.

Em alguns tratamentos, as quantidades de vitamina D são aumentadas em relação ao que é normalmente recomendado. Nesses casos, a suplementação é sempre feita sob orientação médica para se determinar a quantidade de cálcio e líquidos a ser ingerida pela pessoa, para diminuir ou não o consumo dos mesmos.

Assim, recomenda-se também uma maior ingestão de líquidos para se manter hidratado e manter uma alimentação equilibrada para evitar problemas de saúde, especialmente nos rins, em caso de suplementação.

Importante: Pessoas idosas costumam produzir menos vitamina D em resposta à exposição ao sol por questões metabólicas relacionadas à idade (em média ¼ comparado aos jovens).

Quais as doses recomendadas de vitamina D?

De uma forma geral, a quantidade necessária de vitamina D por dia varia de acordo com a idade de cada indivíduo, em casos de pessoas saudáveis:

  • Crianças até 1 ano: 10 mcg;
  • Crianças maiores de 1 ano e adultos: 15 mcg;
  • Idosos com mais de 70 anos: 20 mcg;
  • Gestantes: 15 mcg.

No entanto, os valores que uma pessoa deve ingerir de vitamina D diariamente ainda gera polêmicas. Nos Estados Unidos os primeiros valores definidos foram de 200 UI (UI = 5 mcg – microgramas). Este mesmo valor é ainda vigente no Brasil até hoje, contando nos rótulos dos alimentos e medicamentos.

Porém, a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, revisou recentemente esse valor para entre 400 e 800 UI. Estudos ainda mais recentes apontam que as doses necessárias para garantir o pleno funcionamento das funções dependentes de vitamina D no organismo seriam de 7.000 UI.

Segundo os estudos, a orientação para pessoas com mais de 50 quilos é consumir entre 5.000 e 10.000 unidades de vitamina D ao dia, sendo o mesmo valor válido para gestantes e lactantes.

No caso das crianças a orientação é ingerir até 1.000 unidades de vitamina D para cada 5 quilos de peso, isto é, 6.000 unidades de vitamina D para uma criança que pesa 30 quilos, por exemplo.

Portanto, segundo esses números recentes, acredita-se que a dose segura seja de até 10.000 UI por dia, porém não existe ainda um consenso definitivo na comunidade científica sobre isso.

Como já vimos, o nível de exposição solar também tem grande influência sobre a necessidade ou não de quantidades maiores de vitamina D provenientes da alimentação. Isso porque, muitas vezes apenas a alimentação não é suficiente para suprir as necessidades diárias de vitamina D para se manter uma produção adequada da vitamina D.

Porém, a determinação do tempo de exposição ao sol também é um tanto complicada devido a muitos fatores como horário, latitude do indivíduo, estação do ano, cor da pele, hábitos alimentares, fatores genéticos e vestimenta.

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Consequências do excesso de vitamina D

O excesso de vitamina D só ocorre em casos de dosagens de suplementação exagerada, visto que os alimentos não contêm grandes quantidades suficientes da substância para tanto. Além disso, a obtenção de vitamina D por meio dos raios solares é regulada pela pele, que cessa a produção da vitamina quando atinge os valores necessários.

Porém, caso esse excesso ocorra por meio dos suplementos, há o risco de aumento da concentração de absorção de cálcio pelo sangue, podendo provocar desenvolvimento de pedras nos rins, arritmia cardíaca e a calcificação de vários tecidos, principalmente dos rins, podendo perder até a sua função.

Além disso, o excesso de vitamina D no organismo pode causar enfraquecimento dos ossos, levando a osteoporose e outros problemas ósseo. Por isso, o seu consumo através de suplementação deve ser levado à sério e ser recomendado pelo médico com o devido acompanhamento.

Os principais sintomas do excesso de vitamina D são falta de apetite, náuseas, vômitos, aumento da frequência urinária, fraqueza, hipertensão arterial, sede, coceira na pele e nervosismo.

Causas da insuficiência de vitamina D

Por ser fundamental para várias funções do metabolismo do organismo, a deficiência de vitamina D pode causar uma série de problemas de saúde. Como por exemplo, aumentar o risco de problemas cardíacos, osteoporose, câncer, gripes e resfriados, além de doenças autoimunes como esclerose múltipla e diabetes tipo 1 e 2.

Para as mulheres grávidas, a deficiência de vitamina D é ainda mais perigosa, pois pode aumentar o risco de aborto, de pré-eclâmpsia e da incidência do bebê nascer autista.

Infelizmente, estudos conduzidos em vários países indicaram uma grande deficiência de vitamina D em suas populações, principalmente entre as pessoas que vivem em ambientes urbanos onde a exposição solar é ainda menor devido ao tempo que passam em locais fechados.

No Brasil, por exemplo, apesar de ser um país tropical, com alta incidência de luz solar, as estatísticas indicam uma carência de vitamina D em cerca de 60% dos adolescentes, 58% dos adultos e até 83% dos idosos. As principais causas dessa insuficiência seria:

Exposição ao sol insuficiente

Dentre as populações onde a baixa incidência dos raios ultravioletas do sol são maiores, que se mantêm em locais fechados por longos períodos, idosos, pessoas que trabalham em locais fechados ou que se vestem cobrindo grande parte do corpo, por exemplo, possuem os maiores índices de deficiência de vitamina D por não conseguirem obter uma quantidade suficiente através da produção na pele.

Alimentação desequilibrada

Pessoas que seguem dietas muito restritivas ou que não consomem alimentos ricos em vitamina D em quantidades suficientes, estão mais suscetíveis à falta de vitamina D.

Pele escura

A quantidade melanina presente nas peles escuras são maiores comparadas às peles claras. No entanto, isso reduz a efetividade na produção de vitamina D, por isso as pessoas de pele mais escuras devem ser expostas ao sol por mais tempo.

Deficiência na conversão renal

Como são os rins os responsáveis por converter a vitamina D na sua forma ativa (calcitriol), no caso de uma deficiência renal, os níveis dessa substância podem ser ainda menores, principalmente entre os idosos.

Problemas de absorção

Algumas doenças costumam afetar a absorção de vitamina D dos alimentos pelo intestino, como a doença celíaca, Doença de Crohn e a fibrose cística, provocando uma deficiência da substância.

Obesidade

A vitamina D pode também ser removida da corrente sanguínea e ser armazenada pelas células de gordura, principalmente em pessoas com obesidade (IMC>30).

O que acontece no organismo na falta de vitamina D?

Já dissemos aqui que a vitamina D é necessária para a manutenção do tecido ósseo, mas ela também capaz de influenciar o sistema imunológico, por isso pode ser usada no tratamento e prevenção de doenças autoimunes, como a artrite reumatoide e a esclerose múltipla.

Além disso, a vitamina D também pode influenciar no processo de diferenciação celular, favorecendo cerca de 17 tipos de câncer, caso seja insuficiente no organismo. Assim, baixos níveis de vitamina D no sangue podem estar relacionados à vários problemas de saúde. Veja abaixo:

Dores no corpo

Como uma das principais funções da vitamina D no organismo é facilitar a absorção do cálcio, fundamental para a saúde dos ossos, a sua deficiência pode causar dores nas articulações ósseas, como as das costas.

Prejudica a força muscular

A vitamina D contribui também para a força muscular, por isso a sua deficiência aumenta o risco de quedas e fraturas pela falta de tonicidade.

Cansaço

Os baixos níveis de vitamina D no sangue estão associados à fadiga e ao cansaço excessivo.

Obesidade

A falta de vitamina D pode ser observada em grande parte dos adultos com excesso de peso ou obesos.

Depressão

A depressão é uma doença multifatorial, também associada aos baixos níveis da vitamina D. Porém, estudos ainda não foram capazes de determinar as quantidades exatas do nutriente capaz de diminuir os sintomas da depressão.

Problemas nos ossos

Como a vitamina D é necessária para a absorção do cálcio pelos ossos, responsável por fortalecer ossos e dentes, a sua deficiência pode causar o raquitismo em crianças e osteoporose em adultos. Por isso, sempre que a suplementação de cálcio é recomendada, ela deve ser feita junto com a vitamina D para facilitar a absorção do mineral.

Doenças cardiovasculares

A vitamina D ajuda a controlar as contrações do músculo cardíaco, necessárias para o bombeamento de sangue para o resto do corpo. Além disso, ela permite o relaxamento dos vasos sanguíneo e influencia na produção do principal hormônio regulador da pressão arterial, a renina. Assim, a sua deficiência pode levar ao acúmulo de cálcio na artéria, aumentando os riscos de insuficiência cardíaca, derrame e infarto.

Doenças cardiovasculares

A vitamina D ajuda a controlar as contrações do músculo cardíaco, necessárias para o bombeamento de sangue para o resto do corpo. Além disso, ela permite o relaxamento dos vasos sanguíneo e influencia na produção do principal hormônio regulador da pressão arterial, a renina. Assim, a sua deficiência pode levar ao acúmulo de cálcio na artéria, aumentando os riscos de insuficiência cardíaca, derrame e infarto.

Riscos na gravidez

A vitamina D também é muito importante para as gestantes, pois a sua insuficiência da substância pode causar inúmeros problemas na gravidez. Por exemplo, é muito comum o sistema imunológico rejeitar a implantação do embrião no primeiro trimestre, mas a vitamina D age no sistema imunológico, prevenindo este problema. No entanto, no caso de uma insuficiência da vitamina, isso pode levar a abortos.

Já no final da gravidez, a ausência da vitamina D pode aumentar os riscos de pré-eclâmpsia, doença na qual a gestante desenvolve a hipertensão. Isso porque a substância influência na produção da renina, principal hormônio regulador da pressão arterial.

A falta de vitamina D também aumenta as chances da criança ter problemas respiratórios e nascer autista, pois ela é importante para o desenvolvimento do cérebro do bebê.

Além disso, o suplemento de vitamina D previne problemas como diabetes gestacional, parto prematuro e infecções.

Diabetes

Como a vitamina D influencia na produção do hormônio renina, a sua carência das duas substâncias também aumenta as chance de desenvolver a diabetes. Além disso, a produção de insulina pelo pâncreas requer a participação da vitamina D.

A diabetes tipo 1, por exemplo, é uma doença autoimune, e a vitamina D é um imunoregulador que inibe seletivamente o tipo de resposta imunológica que provoca a reação contra o próprio organismo, prevenindo a doença.

Doenças autoimunes

As doenças autoimunes atacam o sistema imunológico ataca e destrói células saudáveis do organismo por engano. Como a sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano, ela é fundamental para a prevenção dessas doenças. Como por exemplo, esclerose múltipla, artrite reumatoide e problemas oftalmológicos.

Câncer

Estudos comprovaram que a falta de vitamina D favorece 17 tipos de câncer, como os de mama, próstata e melanoma. Tudo porque a substância participa do processo de diferenciação celular, prevenindo alterações e evitando que as células se tornem cancerosas. Além disso, a vitamina D ainda promove a auto destruição dessas células cancerosas.

Autismo

A vitamina D é importante para o desenvolvimento do cérebro, ajudando a prevenir o autismo durante a gestação, pois três hormônios do cérebro que afetam o comportamento social, serotonina, ocitocina e vasopressina, são ativados pela vitamina D.

Gripes e resfriados

Crianças com deficiência de vitamina D tem mais chances de desenvolver infecções respiratórias. Já adultos com menores quantidades de vitamina D contraem mais resfriados e problemas no trato respiratório.

Falta de vitamina D causa queda de cabelo?

A falta de vitamina D causa queda de cabelo se for um caso de alopecia.
A falta de vitamina D causa queda de cabelo se for um caso de alopecia.

A pergunta que não quer calar é se a falta de vitamina D causa queda de cabelo. Alguns estudos chegaram a apontar que a deficiência de vitamina D pode estar sim relacionada à queda de cabelo, principalmente em mulheres, mas não necessariamente.

No entanto, de acordo com dermatologistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ainda faltam estudos que comprovem essa relação. No caso, a deficiência da vitamina D está associada com doenças autoimunes e inflamatória, além de participar no relaxamento dos vasos sanguíneos e melhora da sua oxigenação.

Por esta razão, a ideia de que a falta de vitamina D causa queda de cabelo não é tão absurda. Pois, a alopecia areata, por exemplo, é uma doença inflamatória e autoimune, cujos fios de cabelo começam a cair formando falhas circulares na cabeça.

Além disso, a queda de cabelos pode também estar associada à oxigenação sanguínea inadequada no couro cabeludo, favorecendo outras doenças que provocam as quedas.

Em média, uma pessoa perde 100 fios de cabelo por dia, sendo isso considerado normal. De acordo com os dermatologistas, caso essa perda ultrapassar essa quantidade, é preciso investigar. Principalmente, se a causa do problema for hormonal, autoimune ou por deficiência de algum micronutriente, como a vitamina D.

Assim, embora não sejam os estudos confirmados se a falta de vitamina D causa queda de cabelo, é melhor prevenir a sua carência, visto que a queda progride provocando falhas no couro cabeludo.

Como prevenir e tratar a deficiência de vitamina D?

Se a falta de vitamina D causa queda de cabelo ou não, o melhor é prevenir. Pois, a sua carência pode provocar vários outros problemas. Mas não se preocupe. Isso é muito fácil de se corrigir.

Além de medidas como exposição solar adequada (das 10h às 15h sem proteção solar) e uma alimentação equilibrada, há a possibilidade de tomar um suplemento de vitamina D.

No entanto, um estudo publicado no Journal of the American Osteopathic Association indicou que a vitamina D só desempenharia corretamente suas funções se convertida dentro do corpo em sua forma ativa sob bons níveis de magnésio no organismo, obtidos através de uma dieta rica em grãos e vegetais.

E não esqueça, para garantir que os níveis de vitamina D se mantenham adequados, faça exames regularmente e converse com seu médico sobre as alternativas de suplementação da vitamina, caso necessário.

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