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Drenagem Linfática na Gravidez? Preço?

Já ouviu falar em drenagem linfática na gravidez? A gestação é um período especial que requer atenção e muita preparação, tanto emocional quanto física. Por um lado, a gestante tem que se acostumar a todas as mudanças em seu corpo e manter hábitos saudáveis. Em contrapartida, deve se preparar da melhor forma para a chegada do bebê.

Assim, além das atividades físicas, repouso adequado, maior ingestão de líquidos e uma alimentação equilibrada, a drenagem linfática na gravidez é uma das opções também recomendadas para ajudar a amenizar os sintomas da retenção de líquidos e inchaços no corpo, além de contribuir para uma melhora no sistema circulatório.

No entanto, a drenagem linfática na gravidez deve ser autorizada pelo médico obstetra, pois é contraindicada nos primeiros 3 meses de gestação. Além disso, o procedimento deve ser realizado em clínicas especializadas por um fisioterapeuta ou massoterapeuta competentes e capacitados, para evitar riscos de parto prematuro.

Apesar de não ser uma recomendação médica, é muito comum a mulher passar por períodos de inchaços nas pernas, pés e face durante a gestação devido às modificações em seu sistema circulatório ao longo do crescimento do bebê no útero, que acaba provocando compressões de alguns vasos, dificultando a circulação.

Algumas gestantes costumam sofrer tanto com esses inchaços que têm dificuldades para caminhar e desempenhar tarefas simples em suas rotinas. Sem falar que a má circulação pode se agravar e gerar problemas ainda mais sérios, como varizes e trombose.

Portanto, a drenagem linfática na gravidez pode ajudar a amenizar esses sintomas e trazer muitos outros benefícios. Leia mais sobre isso abaixo e tire todas as suas dúvidas quanto ao tratamento. Confira!

O que é drenagem linfática?

A drenagem linfática na gravidez é essencial para aliviar os sintomas de inchaços por retenção líquida.
A drenagem linfática na gravidez é essencial para aliviar os sintomas de inchaços por retenção líquida.

A drenagem linfática é uma técnica de massagem manual criada na Europa nos anos 30 para estimular os gânglios linfáticos. A técnica é realizada através de um conjunto de manobras lentas específicas, de pressão suave, rítmicas e constantes, que atuam no sistema linfático superficial a fim de melhorar o seu funcionamento e, consequentemente, a circulação sanguínea e o escoamento de líquidos retidos.

A massagem é capaz de ajudar a desfazer obstruções dos vasos linfáticos, drenando o excesso de líquido no interstício (espaço entre vasos linfáticos), que provocam edemas (inchaços).

Com isso, ela estimula os linfonodos, responsáveis pela absorção da linfa, aumenta a velocidade do transporte e do volume da linfa, diminuindo os efeitos da retenção de líquidos em determinadas áreas do corpo.

Em outras palavras, a drenagem linfática empurrar os fluídos nos tecidos de volta para as veias, depois para os rins para serem eliminados pela urina.

Além de reabsorver os edemas, a drenagem também pode trazer relaxamento e bem-estar, e aliviar dores, causadas pelas inflamações. O estímulo sobre o sistema circulatório também melhora a nutrição e a oxigenação dos tecidos, auxiliando até na perda de medidas.

Retenção de líquidos na gravidez

drenagem infática na gravidez: A retenção de líquidos é muito comum na gravidez.
A retenção de líquidos é muito comum na gravidez.

A retenção de líquidos e os inchaços decorrentes desta retenção são muito comuns na gravidez, principalmente no decorrer do último trimestre. Isso porque durante a gestação, a produção hormonal aumenta e provoca inúmeras modificações estruturais e musculares no corpo, provocando a retenção de líquido.

Alguns desses hormônios são essenciais para a reabsorção do sódio, um dos maiores responsáveis pela retenção de líquido. E sob essas condições, a gestante tem um aumento de 30% a 50% do volume sanguíneo em seu organismo.

A gravidez também provoca o aumento de peso corporal e do volume abdominal, que exercem pressão sobre a veia cava, prejudicando o retorno do sangue das veias das pernas em direção ao coração.

Aliada à retenção de líquidos, esta dificuldade de circulação sanguínea acaba provocando dores ou desconfortos nas pernas, agravamento de varizes pré-existentes ou o aparecimento de novas e, consequentemente, o inchaço de partes do corpo, como as pernas, tornozelos, pés e mãos.

Como essa retenção de líquido é proporcional à idade gestacional da mulher, ela vai aumentando conforme a gravidez vai progredindo. Normalmente, os incômodos aumentam no fim do dia, no calor ou por passar muito tempo sentada ou de pé.

Benefícios da drenagem linfática na gravidez

A drenagem linfática na gravidez possui muitos benefícios.
A drenagem linfática na gravidez possui muitos benefícios.

No caso da drenagem linfática na gravidez, a massagem é só recomendada a partir do terceiro mês e após o parto, devendo apenas ser realizada pelo médico que acompanha a gestante ou profissional capacitado (esteticista, fisioterapeuta ou massoterapeuta), para não oferecer riscos ao bebê.

Sendo assim, a drenagem linfática na gravidez nunca deve ser feita em casa, por qualquer pessoa, pois certos locais do corpo como a barriga, costas e pés possuem pontos, que quando estimulados incorretamente, podem provocar parto prematuro.

Neste caso, a drenagem linfática na gravidez pode trazer inúmeros benefícios imediatos, como por exemplo:

  • Melhora na oxigenação dos tecidos;
  • Melhora da nutrição das células;
  • Redução da retenção de líquidos;
  • Reativação da circulação sanguínea e linfática;
  • Diminuição de inchaços típicos da gravidez;
  • Eliminação de toxinas do fluxo linfático;
  • Melhora no aspecto da pele, prevenindo a celulite e estrias;
  • Combate a sensação de desconforto, cansaço nas pernas e de peso corporal;
  • Alívio do desconforto provocado por varizes ou deficiente retorno venoso;
  • Alívio de dores no corpo e tensão muscular, principalmente de pés, pernas e lombar;
  • Relaxamento e bem-estar geral;
  • Diminui o desconforto dos tornozelos e pés inchados;
  • Melhora as defesas do organismo da mãe no pós parto;
  • Estimula a lactação e a dessensibilização das mamas, preparando-as para a amamentação.

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Contraindicações da drenagem linfática na gravidez

A drenagem linfática na gravidez não é para toda grávida.
A drenagem linfática na gravidez não é para toda grávida.

Apesar de oferecer inúmeros benefícios, a drenagem linfática na gravidez também apresenta alguns riscos e contraindicações, além de não ser indicada para todas as grávidas em qualquer período da gestação, ou seja, cada gravidez é única.

Considerando que nem 10% das drenagens são realizadas de forma correta, a avaliação médica é fundamental antes de iniciar o tratamento. Apesar de parecer uma massagem simples e estar disponível até mesmo em salões de beleza, a drenagem exige um profissional qualificado, que saiba usar a pressão das mãos de forma correta durante a massagem.

Muitos profissionais acostumados a massagear outros clientes que buscam resultados estéticos acham que a força emitida pelas mãos vai interferir no resultado alcançado. No caso da drenagem linfática na gravidez, a força é um perigo.

Além disso, quando a drenagem linfática é realizada incorretamente, poderá comprometer a circulação, causar hematomas, dores intensas, eritema (vermelhidão), deslocamentos de trombos, microvarizes, além de piorar a celulite. Na gestação, as consequências de um procedimento mal executado são ainda mais graves.

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Perigos na gravidez

Uma drenagem linfática mal feita pode induzir o parto, se realizada a partir dos seis meses, ou favorecer um aborto, se feita antes dos três meses.

Isso porque alguns pontos do corpo quando estimulados aumentam os riscos nesse período. Mas quando realizada por profissionais competentes, não oferece riscos à gestante.

De acordo com os especialistas, as contraindicações ficam por conta de gravidez de risco, hipertensão descontrolada, insuficiência renal, trombose venosa profunda, infecções de pele, erupções cutâneas e doenças relacionadas ao sistema linfático.

No caso de mulheres com a placenta baixa ou gravidez gemelar, o obstetra deve analisar o caso individualmente, já que nessas condições específicas o risco de sangramento pode ser maior. Além disso, a cautela deve ser maior em caso de diabetes, hipertensão ou varizes, pois essas condições aumentam o risco de trombose.

Importante: Os riscos sempre existirão, mas se a drenagem for executada por pessoas não capacitadas, esses riscos aumentam ainda mais. Portanto, caso você opte pela drenagem, é essencial buscar clínicas e profissionais qualificados e bem preparados para atender gestantes. Seja qual for a sua decisão, é fundamental procurar uma avaliação médica antes de iniciar o tratamento, para que ele possa fazer a indicação correta da drenagem linfática.

Como fazer drenagem linfática na gravidez

É preciso cautela e cuidados para fazer drenagem linfática na gravidez.
É preciso cautela e cuidados para fazer drenagem linfática na gravidez.

Após avaliação médica e autorização, as sessões de drenagem linfática na gravidez podem ser iniciadas a partir do terceiro mês, cerca de duas vezes por semana.

Caso a mulher esteja vivenciando edemas exacerbados, ela poderá fazer até três sessões semanais, desde que autorizada pelo seu médico responsável.

Segundo os profissionais, o tratamento não irá variar conforme os meses de gestação, mas as massagens serão feitas apenas nos braços, pernas, pés e costas, evitando o abdômen e os seios para não estimular as contrações uterinas. Para drenar a parte posterior da coxa a gestante fica de lado.

Além disso, o posicionamento da gestante para deixá-la confortável tanto para respirar quanto para não promover dor nas costas é fundamental. Assim, elevam-se um pouco as pernas para ajudar no retorno venoso, e a cabeça para ajudar na respiração da gestante.

Drenagem linfática na gravidez: Passo a Passo

A drenagem linfática por si só não vai adiantar muita coisa se não seguir alguns cuidados. Sendo assim, para melhorar os resultados, não deixe de beber muita água (pelo menos 2 litros de água por dia), caminhar 30 minutos por dia, vestir roupas confortáveis e se alimentar muito bem, de preferência com frutas, carnes magras e legumes.

Feito isso, siga os seguintes passos:

  • Passo 1 – Estimular os principais gânglios linfáticos: estimulação dos pontos através da manobra de bombeamento durante 5 a 7 vezes seguidas, sempre no início e no fim da drenagem linfática, a fim de esvaziar a região para receber o líquido que será drenado.
  • Passo 2 – Deslizar as regiões que devem ser drenadas: com movimentos suaves e repetidos, de 5 a 7 vezes por área.

Como fazer drenagem linfática nas pernas

A drenagem linfática nas pernas ajuda a reduzir o inchaço no final do dia. Para realizá-la, siga os seguintes passos:

  • Deslize as mãos do joelho até a virilha, repetindo 7 vezes;
  • Deslize as mãos do tornozelo até a virilha, repetindo 7 vezes;
  • Coloque as mãos na parte de trás do joelho e deslize até a virilha, repetindo entre 5 a 10 vezes.

Como fazer drenagem linfática nos braços

A drenagem linfática nos braços alivia o acúmulo de líquidos nas mãos e braços, podendo ser feita da seguinte forma:

  • Deslize a mão do cotovelo até a axila, repetindo 7 vezes na frente e atrás do braço;
  • Deslize a mão desde o pulso até a axila, repetindo 7 vezes na frente e atrás do braço.

Como fazer drenagem linfática no rosto

A drenagem linfática no rosto ajuda a eliminar pequenos inchaços perto do nariz e debaixo do olhos, podendo ser feito da seguinte forma:

  • Deslize a ponta dos dedos desde o nariz até as orelhas, repetindo 8 vezes;
  • Deslize a ponta dos dedos desde o canto externo do olho à raiz do cabelo, repetindo 5 vezes;
  • Deslize a ponta dos dedos desde o canto interno do olho até a raiz do cabelo, repetindo 7 vezes.

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Drenagem linfática no pós-parto

Os benefícios da drenagem linfática na gravidez se estendem para o pós-parto. No entanto, é preciso também tomar alguns cuidados.

Primeiro de tudo, a gestante deve ser liberada pelo obstetra para retomar as sessões. Isso porque a autorização do obstetra e tempo de repouso após o parto variam de caso para caso.

No caso de parto normal, algumas mulheres são autorizadas logo após o nascimento do bebê. Recomenda-se esperar 30 dias para voltar com a drenagem nas pernas e 60 para receber no abdômen, principalmente no caso da cesárea.

Em caso de cesariana, os principais cuidados são em relação à cicatrização da cirurgia – que pode demorar até um mês.

Segundo especialistas, o profissional não pode fazer movimentos bruscos e a paciente pode usar o linfotaping, uma fita que encaminha a linfa para os linfonodos, 20 dias após o parto.

No período pós-parto, a drenagem linfática atua como um auxílio no retorno da forma anterior, diminuindo a retenção de líquidos, prevenindo a celulite e estimulando o metabolismo.

No entanto, a drenagem não deve ser utilizada como única opção para o emagrecimento, mas uma aliada à alimentação adequada, cuidados com a pele, exercícios físicos e controle de ganho de peso. Muitas vezes, o acompanhamento de uma nutricionista especializada também se faz necessário.

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E aí, tirou suas dúvidas? Agora que você já sabe que a drenagem linfática na gravidez pode ser segura, volte e conte-nos a sua experiência!

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