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Dor pélvica na gravidez é normal?

Durante o estado gravídico, você provavelmente notará várias mudanças em seu corpo. Embora muitas coisas sejam excitantes, algumas delas podem não ser totalmente agradáveis, como no caso da dor pélvica na gravidez.

Esse desconforto é um dos mais comuns nas futuras mamães, mas também é igualmente irritante. Então, pensando em lhe ajudar a entender as causas e as formas de alívio, trouxemos neste post várias informações à respeito. Leia até o final e descubra tudo sobre o mal que atinge grande parte das gravidinhas!

O que é a dor pélvica na gravidez?

A dor pélvica é o desconforto da gravidez que geralmente aparece após o segundo trimestre. Infelizmente ela pode perdurar até o momento do parto, intensificando conforme o tempo for avançando.

Essa dor está localizada na região da pelve e da virilha e, em alguns casos, até na parte inferior das costas. Às vezes pode ser leve e, em outros casos, pode parecer uma dor aguda e latejante que dificulta algumas atividades do dia a dia.

Normalmente, a dor pélvica na gravidez ocorre devido a dois hormônios em particular: relaxina e progesterona. Estes são responsáveis ​​pelo relaxamento dos ligamentos da pelve que darão lugar ao bebê.

Com o efeito deles, e adicionando o aumento do peso da criança mês a mês, é normal que isso ocorra. Nesse caso, é melhor fazer as coisas devagar e descansar o máximo de tempo possível.

Quais são os motivos da dor pélvica na gravidez?

As duas metades da pélvis se conectam na frente através de uma articulação rígida chamada sínfise púbica. Para o bebê para passar pela pélvis com mais facilidade, o corpo produz o hormônio relaxina, que suaviza os ligamentos.

Quando a dor pélvica ocorre durante a gravidez, diz-se que há uma disfunção da sínfise púbica.

Ainda não se sabe exatamente o que causa essa dor. No entanto, acredita-se que se um lado da pelve se move mais do que o outro quando caminhamos ou movemos as pernas, pode causar dor e inflamação.

Muitas mulheres com disfunção da sínfise púbica sofrem de dor pélvica grave sem separação significativa da articulação. Isso porque a acuidade da dor não está relacionada ao grau de separação.

Outras possíveis causas de dor pélvica na gravidez

Embora seja uma queixa comum entre as grávidas, às vezes é um sintoma de alguma complicação ou problema de saúde que pode ocorrer durante a gravidez. Entre algumas causas prováveis de dor pélvica na gravidez, estão as que explicamos abaixo.

Aborto

As ameaças de aborto, aborto espontâneo completo (todo o conteúdo do útero, feto e placenta foram expulsos) ou incompleto (a expulsão não foi total) são passíveis de atenção urgente.

Distúrbios do sistema reprodutivo feminino

Estes podem não estar relacionados à gravidez. Notável por sua frequência é uma desordem chamada torção anexial que causa dor pélvica quando um ovário é torcido em torno dos ligamentos e dos tecidos que o sustentam.

Embora esta condição não seja uma consequência direta da gravidez, é mais frequente neste período.

Gravidez ectópica

Se a dor pélvica ou abdominal ocorrer intensamente durante as primeiras semanas de gravidez, pode ser um sinal de gravidez ectópica ou extra-uterina. Isso ocorre quando o bebê se desenvolve fora do útero.

Embora seja raro e ocorra apenas em 2% das gestações, é importante consultar o médico para um exame. Esse tipo de situação pode representar um grave risco à saúde da mãe.

Infecção urinária

A infecção no trato urinário é uma das infecções mais comuns e causa de dor pélvica na gravidez. Cerca de 4 a 10% de mulheres em estado gravídico sofrem com seus sintomas.

Embora existam diferentes tipos de infecções urinárias, a mais comum é chamada cistite ou infecção na bexiga. Alguns sintomas de infecção urinária relacionada com a dor pélvica incluem:

  • A dor propriamente dita;
  • O desconforto;
  • Ardor durante a micção;
  • Falta da urina;
  • Urina com cor e cheiro forte;
  • Vontade frequente de urinar ou incontrolável necessidade, mesmo quando saem apenas algumas gotinhas.

Assim que a grávida sentir qualquer um dos sintomas descritos acima, deve procurar o obstetra imediatamente. Dessa forma, será possível fazer um exame detalhado para prescrever o tratamento apropriado.

Com a dor pélvica na gravidez não se brinca, já que uma infecção agravada pode causar o parto prematuro.

Miomas

Os miomas uterinos – ou fibromas – são massas cancerosas que ocorrem no útero e podem causar dor, sangramento e complicações enquanto a mulher está grávida.

Em geral, esse problema é detectado antes da mulher engravidar. Na maioria dos casos também não afeta o bebê. Contudo, o médico deve ser visitado regularmente, pois miomas podem aumentar de tamanho devido ao aumento do fluxo sanguíneo. Esse é o motivo da dor pélvica na gravidez ou pressão relacionada à doença.

Disfunção da sínfise púbica

Também conhecida como síndrome da cintura pélvica, a disfunção da sínfise púbica é uma dor que ocorre na pelve. Geralmente começa nos últimos estágios do estado gravídico, mas pode ocorrer a qualquer momento.

O sintoma mais comum é a dor pélvica. No entanto, a dor pode se estender para trás e para os quadris. Também há casos em que as partes doloridas pioram:

  • Ao caminhar;
  • Ao subir escadas;
  • Ao virar na cama;
  • Com a chegada da noite.

Ciática

A ciática é uma dor na parte inferior das costas e que, na maioria dos casos, aparece durante o segundo e persiste para o terceiro trimestre da gravidez.

Cerca de 30% das mulheres grávidas sofrem de dor ciática, ocorrendo quando o nervo inflama. Ela começa na pelve e continua para baixo até a parte de trás das coxas, passando pelos joelhos até chegar nos pés.

Doenças do trato digestivo

Distúrbios do trato digestivo, que são causas frequentes de dor pélvica em geral, também são comuns durante a gravidez. Esses distúrbios incluem:

  • Gastroenterite (infecção do trato digestivo) causada por um vírus;
  • Síndrome do intestino irritável;
  • Apendicite;
  • Doença intestinal inflamatória.

Fatores de risco

Várias características aumentam o risco de alguns distúrbios obstétricos que causam dor pélvica.

Os fatores de risco envolvendo a dor pélvica na gravidez são:

  • Ter mais de 35 anos;
  • Ter sofrido um ou mais abortos espontâneos em gravidezes anteriores;
  • Consumir cigarros;
  • Consumir drogas como cocaína, álcool ou uma grande quantidade de cafeína;
  • Anormalidades no útero, como miomas, causadas por cirurgia, dilatação e curetagem, radioterapia ou infecções;
  • Ter tido uma gravidez ectópica antes;
  • Ter sido submetida a cirurgia abdominal anterior;
  • Ter tido uma infecção relacionada a doenças sexualmente transmissíveis ou com doença inflamatória pélvica;
  • Uso de um dispositivo intra-uterino (DIU);
  • Ter vários parceiros sexuais.

Como aliviar esse tipo de dor?

Para evitar a dor pélvica na gravidez, recomenda-se fazer exercícios regularmente, seguindo as instruções do médico. Dessa maneira, será possível continuar fortalecendo os músculos e ligamentos, melhorando também a estabilidade da pélvis.

Para aliviar o incômodo causado por hormônios liberados nessa fase e que não é indicativo de outra complicação, você pode fazer o seguinte:

  • Tente descansar o máximo possível, pedindo ajuda ou delegando tarefas a outras pessoas;
  • Evite fazer esforços e atividades que você perceba que aumentam sua dor;
  • Use calçados confortáveis, com salto baixo e largo;
  • Quando for se vestir, sente-se para colocar suas roupas;
  • Evite os movimentos que exacerbam a dor tanto quanto possível;
  • Evite carregar, levantar ou empurrar coisas pesadas;
  • Tenha cuidado ao levantar, subir ou descer degraus, indo em um degrau de cada vez.

Outras ações podem contribuir para uma diminuição significativa da dor. São elas:

  • Tratamento com um fisioterapeuta;
  • Praticar hidroginástica;
  • Fazer sessões de acupuntura;
  • Fazer uso de analgésicos e relaxantes musculares sob orientação médica.

Uso do cinto pélvico para estabilizar a pelve

O uso de cinturões pélvicos, adicionado ao desempenho de exercícios personalizados, serve para dar maior estabilidade à pelve durante a gravidez.

Este tipo de cinta exerce uma fixação estável, mas a quantidade de pressão não é tão importante. Deve-se levar em conta mesmo a localização adequada, pois assim será possível estabilizar as articulações necessárias.

É por isso que é sempre recomendável que um profissional aconselhe a grávida sobre o uso correto.

Quando a grávida deve procurar um médico?

Os sinais de aviso

Se uma mulher grávida sentir dor pélvica, os seguintes sintomas são preocupantes:

  • Se a dor pélvica for muito intensa e/ou permanente;
  • Desmaios, tonturas ou palpitações – sintomas que indicam uma pressão arterial muito baixa;
  • Febre, especialmente se for acompanhada de corrimento vaginal com pus;
  • Sangramento vaginal;
  • Dor intensa e que piora com o movimento.

Se ocorre a dor pélvica na gravidez, mas não é muito intensa e desaparece rapidamente, é totalmente normal. Quer dizer que ela é motivada pela acomodação dos órgãos do corpo ao bebê que está dentro dele.

Uma mulher com sinais de aviso deve ir imediatamente a um pronto atendimento. Se não houver sinal de alarme, é aconselhável procurar por um especialista um dia após sentir dor.

Em casos de ardor ao urinar ou se a dor interferir nas atividades diárias, também aguarde um dia. Quando o desconforto é leve e não há outros sintomas, basta ligar para o seu obstetra. Isso pode ajudá-lo a decidir se é necessário vê-la antes da consulta de pré-natal ou não.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre a dor pélvica na gravidez, fique atenta aos sintomas que apresentar. Cuide bem de si e, principalmente, do bem-estar do seu bebê.

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