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Bronzeamento artificial faz mal? Veja o antes e depois

Quando o assunto é saber se bronzeamento artificial faz mal, é preciso deixar claro um ponto: toda a exposição a raios ultravioleta, sejam eles provenientes de fonte natural ou artificial, pode fazer mal a saúde da pele se for muito longa ou de forma contumaz, frequente. E esse é o argumento tantos dos que defendem o bronzeamento artificial quanto dos que afirmam categoricamente que bronzeamento artificial faz mal.

Ambos os lados concordam que o tempo de exposição é o fator determinante para que a saúde seja prejudicada, no entanto, a divergência ocorre quanto ao tempo dessa exposição.

Quem, afinal, tem razão nesse debate? Certamente já houve tempo e um número satisfatório de amostragem, de análises de casos, porque a técnica de bronzeamento artificial existe desde os anos 90 – foi nessa época que se tornou uma febre e continuou em alta nos anos 2000.

Pelas informações disponíveis até o momento, a balança parece pender a favor para os que apontam que bronzeamento artificial definitivamente não é a melhor opção para deixar o corpo com a pele moreninha.

Ok, sendo nocivo ou não, de fato, jamais seria a melhor opção de bronzeamento, pois nada consegue substituir o sol, mas a questão levantada é que, dentre as alternativas disponíveis para “morenar” o corpo sem a intervenção direta da estrela maior, essa técnica em específico seria a menos indicada.

O bronzeamento artificial

Como apontado acima, essa técnica de bronzeamento ganhou o mundo na década de 1990 e surgiu como uma ótima alternativa para os que adoravam desfilar com a pele em tom considerado mais atraente, charmoso, mas não tinham condições – ou tempo – de se dirigir a uma praia ou outro local adequado para pegar uma corzinha.

A pessoa que se submete a tal tratamento é colocada dentro de uma câmara apenas com peças de roupa íntima. Nessa câmara, um profissional ajusta pelo lado externo o tempo e a intensidade dos raios ultravioleta, com papel de reproduzir os efeitos dos raios solares naturais, emitidos no interior do invólucro em direção ao corpo do cliente. Essa sessão costuma durar não mais que 20 minutos.

O bronzeamento artificial tem finalidades terapêuticas, para auxiliar no tratamento de doenças como psoríase e vitiligo, por exemplo, mas o uso que se tornou mais frequente e que popularizou a técnica foi o de natureza estética.

Quantas sessões de bronzeamento artificial são necessárias?

Não há uma quantidade exata de sessões de bronzeamento artificial, porque depende do tipo de pele e, naturalmente, do grau de bronzeamento que ela deseja obter. Se for o caso de pele bem clarinha, as sessões, que em média custam R$ 100, podem ser mais numerosas do que para as pessoas que já apresentam pele mais morena.

São ao menos 6 tipos de pele e cada uma tem um tempo determinado para ficar sob exposição dos raios artificiais a fim de garantir o visual desejado e preservar a saúde da pele.

O tipo 1, que é a pele muito clara, tem tempo de exposição que pode variar de 20 a 33 minutos, e o tipo 6 tem média de tempo de 136 a 227 minutos.

Claro que esse tempo é dividido por sessões. Lembre-se que elas duram, no máximo, 20 minutos.

Independente do caso, é proibido por todos os órgãos de saúde existentes, por detratores e defensores da técnica, se submeter a mais de uma sessão no mesmo dia. Para os defensores da técnica, o máximo de sessões que é aconselhável ter em uma semana são duas.

Afinal, bronzeamento artificial faz mal?

Na dúvida sobre se determinado medicamento, terapia, exercício ou alimento faz mal, o que costumamos fazer? O que o bom senso manda? Consultar a opinião dos especialistas. E se não há unanimidade sobre determinado assunto, o procedimento razoável a se seguir é verificar onde se encontra a maioria e o que dizem os órgãos autorizados pelo governo a tratar sobre os assuntos de saúde de interesse da população.

Para responder se bronzeamento artificial faz mal ou não, temos o seguinte quadro: A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) não recomenda essa técnica para fins estéticos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde 2010, emitiu um parecer proibindo o procedimento para uso comercial ou pessoal, permitindo o bronzeamento somente mediante a avaliação de um médico antes da exposição. Além disso, proibiu sob qualquer condição que menores de 16 anos se submetam a esse tipo de tratamento.

E os motivos dessa negativa quanto ao bronzeamento artificial são os seguintes:

  • Profissionais da saúde avaliam que as emissões de raios ultravioleta, do tipo A (UV-A), são muito maiores dos que as emitidas pelos raios solares. Estima-se que 10 sessões, durante 1 ano, sejam suficientes para que se desenvolva câncer de pele;
  • Bronzeamento artificial faz mal porque estudos apontam que pessoas com menos de 35 anos que se expõem ao bronzeamento nessas câmaras tem 75% de chances a mais de risco de desenvolver uma doença gravíssima de pele;
  • As pessoas, conscientemente ou não, após desgastarem a pele com o procedimento artificial, acabam ficando expostas aos raios solares, o que reforça ainda mais o desgaste e aumenta as chances de desenvolver enfermidades na pele;
  • Regiões do corpo que normalmente não se expõem ao sol são mais sensíveis do que outras regiões. No bronzeamento artificial, todo o corpo é submetido a altas doses de raios ultravioleta, o que pode afetar mais profundamente essas partes específicas do corpo;
  • Em muitos casos, mais de 10 minutos na câmara de bronzeamento pode ocasionar queimaduras graves, com a pele ficando toda vermelha e ardendo como se estivesse longo tempo debaixo de sol na praia;
  • Bronzeamento artificial faz mal porque os raios UVA podem ocasionar envelhecimento precoce da pele, pois penetram nas camadas mais profundas afetando, as fibras de colágeno e elastina;
  • Se a sessão for realizada sem proteção adequada nos olhos, com óculos de proteção, os raios emitidos podem penetrar nas pupilas e na retina. Isso tende a propiciar o surgimento de enfermidades na visão como catarata;
  • Não é incomum que os clientes sejam colocados na câmara sem receber protetor solar adequado, o que certamente contribui para deterioração precoce da pele.

São esses os motivos que justificam o porquê de se considerar que bronzeamento artificial faz mal. Mesmo que exista dermatologistas ou outros profissionais da saúde apontando o contrário, de que tudo se trata de um exagero, o fato é que há legislação afirmando que o bronzeamento artificial não é tão bom assim. Por via das dúvidas, é melhor evitar.

Bronzeamento artificial faz mal? O outro lado

Médicos dermatologistas de algumas clínicas não veem motivo para tanto temor e ponderam que bronzeamento artificial faz mal apenas para as pessoas com pele muito clara, pois nesse caso nem a exposição ao sol no mesmo tempo médio que a maioria seria benéfico.

Defendem que uma avaliação médica antes do procedimento e duas sessões semanais de até 30 minutos não fazem mal para a saúde.

Se bronzeamento artificial faz mal, quais as alternativas?

Ponderando que é melhor não arriscar sentir na pele (literalmente) se bronzeamento artificial faz mal, o melhor a se fazer caso queira ficar com a pele bronzeada é se informar sobre as outras possibilidades de bronzeamento artificial.

Bronzeamento a jato

É uma técnica que, por meio de um jato manuseado por um profissional, aplica um pigmento a base de dihidroxiacetona que se fixa na camada superficial da pele. É como tomar um banho de mangueira, mas no caso é um jato que espalha de forma uniforme pelo corpo o pó pigmentador.

O diferencial dessa técnica de bronzeamento em relação ao de câmara é que em nenhuma das etapas a radiação ultravioleta está envolvida.

O efeito do bronzeado na pele costuma durar 7 dias. Dependendo da localidade, uma sessão de bronzeamento a jato pode custar de R$ 50,00 a R$ 100,00.

Autobronzeadores

É uma das possibilidades mais práticas porque pode ser feita dentro de casa, ao contrário da alternativa anterior, que necessita de um profissional para aplicar o jato no corpo. Os autobronzeadores existem em spray e creme. São pigmentos que são aplicados diretamente na pele em duas ou três camadas até se chegar ao ponto ideal.

Em áreas mais grossas do corpo, no entanto, como joelho e cotovelos, é recomendável passar camadas extras.

A desvantagem dessa opção de bronzeamento artificial é a manutenção do bronzeado, já que a pele costuma se renovar a cada 15 dias. Então haja creme e spray!

Bronzeamento artificial com fita

Não é bem artificial, já que o nosso querido sol está presente no processo. Mas o diferencial dessa técnica é deixar bem claro o contraste da pele marcada pelo sol e a pele protegida pelas peças íntimas.

Mas em vez de se usar os biquínis e sugas tradicionais, com tecidos tradicionais, o que se utiliza são réplicas dessas peças com fita isolante. Isso mesmo: monta-se biquínis ou sungas no corpo da pessoa com fitas isolantes.

O motivo das fitas é que o material ajuda a definir melhor a marca isolada da exposição ao sol, além de aderir melhor ao corpo.

O procedimento é esse: fica-se exposta aos sol natural sobre uma laje “vestindo” as réplicas de sungas e biquínis de fita isolante. Não há grande dificuldade para retirar o material do corpo, pois com o decorrer do tempo o adesivo da fita vai se perdendo, o que motiva eventuais manutenções.

O bronzeado na pele com as marcas, dependendo da pele, pode durar até 30 dias.

Bronzeamento artificial antes e depois

Veja alguns exemplos de “antes e depois” do bronzeamento artificial.

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